Acusado pelo governador Roberto Requião de ter interesses em empresa responsável pela limpeza e conservação do Porto de Paranaguá, o deputado Waldir Leite (PPS), negou a denúncia: “Nem eu nem meu irmão temos participação na Vale Serviçe, cujo contrato foi rescindido no ano passado, ou na Máxima, contratada em dezembro, em regime de emergência. O governador tem que comprovar o que afirma”, disse o deputado, exibindo aos jornalistas ordem de serviço assinada pelo superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Eduardo Requião, em 19 de fevereiro deste ano, onde chama para si a responsabilidade pelo setor.

Ontem à tarde, a CPI do Porto se reuniu na sala das Comissões da Assembléia para ouvir a diretora técnica do porto, Maria Manuela, que substituiu no cargo Ogarito Linhares. Segundo o presidente da comissão, deputado Valdir Rossoni (PSDB), a visita feita pelos deputados há uma semana comprovou que o Silão Público e outras áreas não são limpas há muito tempo: “Se há uma empresa recebendo para manter limpo o porto e isso não está acontecendo, é necessário descobrir porque e buscar uma solução o mais rapidamente possível”, observou o deputado tucano.

A comissão também decidiu que vai realizar reuniões na segunda, terça e quarta-feiras da semana que vem, a partir das 9h, na sala das comissões da Assembléia Legislativa. Os convidados para depor serão o delegado da receita federal em Paranaguá, Marco Antônio Franco, o ex-diretor técnico da Appa, Ogarito Linhares, e o ex-procurador do porto, Alaor Reis.