O ex-ministro Walfrido Mares Guia afirmou neste domingo que aguarda a confirmação das pesquisa eleitorais que indicam a eleição de Fernando Pimentel (PT) em primeiro turno para o governo de Minas Gerais para tentar agregar à campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) partidos que no Estado são aliados do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Diversas legendas que nacionalmente apoiam a candidatura de Dilma integram a base do Executivo mineiro desde que o atual senador assumiu seu primeiro mandato como governador, em 2003, e participam da coligação em torno do candidato tucano ao governo mineiro, Pimenta da Veiga.

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Responsável pela coordenação da campanha de Dilma em Minas, Walfrido avalia que será necessário fazer “rearranjos” diante da possibilidade de a petista ter que disputar o segundo turno contra Aécio, mas espera a ampliação de apoios. A coligação Minas Pra Você, encabeçada por Pimentel, é composta pelo PT, PMDB, PCdoB, PROS e PRB. Entre outros, participam da coligação Todos Por Minas, liderada pelos tucanos, o PSD, PDT, PR e PP, partidos que também integram a aliança pela reeleição de Dilma.

“Caso o Fernando (Pimentel) seja eleito no primeiro turno, como todas as estatísticas mostram, teríamos a possibilidade de ter a ampliação dos outros partidos que apoiam a presidente Dilma nacionalmente e que apoiavam o candidato oponente aqui. É possível que esses partidos se integrem à nossa base”, planeja Walfrido, que espera uma disputa mais acirrada no Estado caso Aécio seja confirmado no segundo turno, como indicam as últimas pesquisas eleitorais.

A avaliação, segundo o ex-ministro, é feita já levando em conta a vantagem de Dilma em Minas. Pesquisa Ibope divulgada ontem, com margem de erro de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, mostra que a petista tem 37% da preferência do eleitorado no Estado, contra 32% de Aécio e 17% de Marina. “Se fosse a Marina no segundo turno, em Minas talvez fosse menos trabalhoso. Sendo o Aécio, ele sendo daqui, tendo sido governador duas vezes, sendo senador, vamos ter mais trabalho, sem dúvida nenhuma”, disse.

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Mesmo esperando um segundo turno “apertado” como tem sido “todo segundo turno no Brasil”, Walfrido observou que este ano a presidente tem chance de ter uma “vantagem considerável em relação ao segundo colocado na largada”. “De 13 a 14 pontos de frente. Significa um salto muito grande”, analisou, referindo-se às pesquisas eleitorais no País, que tem hoje 148,2 milhões de eleitores aptos a votar. “Estamos falando de 16 milhões, 17 milhões de votos de frente”, completou o ex-ministro, para quem é preciso reforçar a campanha presidencial principalmente em São Paulo. “Lá que houve um aumento maior dos dois oponentes da presidente Dilma. O resto do Brasil tem uma situação sob controle”, concluiu.