O governador Roberto Requião (PMDB) reassume hoje, 16, o governo do Estado. Requião estava em viagem particular a Europa, cujo retorno estava previsto somente para a próxima semana, dia 26.
Peemedebistas disseram que o governador fez apenas um ajuste no cronograma de viagem, mas admitem que desagradou a Requião o fato de o presidente Lula (PT) ter vindo ao Paraná, durante sua ausência, e mantido um encontro político com o governador em exercício Orlando Pessuti, pré-candidato do PMDB ao governo.
Pessuti esteve com Lula em Brasília e acompanhou o presidente na visita que fez ao Paraná anteontem, 14, em Telêmaco Borba, onde participou da festa de aniversário da indústria de celulose Klabin.
“Acho que foi uma falta de consideração. Afinal, o governador Requião é a maior liderança do partido no Estado e não participou dessa conversa política”, afirmou o deputado estadual Nereu Moura (PMDB).
O resultado do encontro de Pessuti com o presidente Lula também não agradou a várias alas do PMDB. Lula disse que gostaria de ver os partidos da sua base de sustentação unidos em torno de uma candidatura única ao governo que pudesse oferecer um palanque no Paraná à provável candidata do PT à sua sucessão, Dilma Rousseff.
O PMDB acha que já existe uma inclinação do PT pela pré-candidatura do senador Osmar Dias (PDT) e que o aliado das eleições de 2006 não está considerando a possibilidade de Pessuti ser o candidato da aliança no Paraná.
“O presidente Lula não está botando fé no nosso taco no Paraná. Mas nós estamos trabalhando para colocar o Pessuti num patamar muito bom nas pesquisas e aí, com certeza, vai ter gente batendo na nossa porta”, afirmou Moura.
Ele defende a busca de novos aliados pelo PMDB no estado como alternativa ao PT. Entre os partidos citados por Moura estão o PTB e o PP, que integram a base do presidente da República no Congresso Nacional.


