Foto: Superior Tribunal de Justiça

Raphael de Barros Monteiro: novo presidente é discreto.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Edson Vidigal, vai se aposentar no final do mês e será substituído pelo vice-presidente ministro Raphael de Barros Monteiro Filho. Na abertura da sessão de julgamento da Corte Especial de ontem, Monteiro disse: ?Vidigal, imprimiu uma administração efetivamente dinâmica". Na condição de decano do STJ, o ministro Barros Monteiro proferiu discurso em nome dos demais ministros que integram a Corte Especial após o anúncio de Vidigal sobre o pedido de aposentadoria, que a partir do próximo dia 29 de março, deixará o cargo.

O subprocurador-geral da República Edinaldo de Holanda Borges manifestou-se também, em nome do Ministério Público Federal. "A consagração de um ser humano é definitivamente estabelecida quando se verifica a vocação para julgar e a investidura nessa função a torna iniludível. Julgar um ser humano é uma tarefa que excede qualquer outra de toda a humanidade dentro da história. V. Exa. sai e despede-se do Poder Judiciário com essa consagração; entretanto todos sabemos da dedicação de V. Exa. pela causa pública e, por conseguinte, pela continuação, em outro setor, da administração dessa coisa pública em benefício do povo", afirmou.

Após as manifestações, o presidente do STJ retomou o discurso para agradecer a todos que colaboraram com sua administração: "Onde quer que eu esteja, serei sempre um democrata, aplaudindo e reforçando as fileiras dos que se colocam ao lado da democracia, do fortalecimento das instituições democráticas."

Ao contrário de seu antecessor, Monteiro, de 66 anos, é considerado um homem discreto. A tendência é a que o STJ vá reduzir sua presença no noticiário político a partir do próximo dia 5, quando ele tomará posse. Juiz de carreira de estilo reservado, membro de uma família de magistrados, o paulistano substituirá o maranhense, ex-repórter policial, ex-vereador, ex-deputado e ex-advogado, Edson Vidigial.