Há mais de duas semanas funcionando, o disque denúncia do Caso Rabelo (0800 645 0161), já armazenou mais diversas ligações anônimas. A Comissão formada pelos vereadores Edson Mezomo (PPS), Nilton de Nadai (PSDB) e Marcelo Moura (PMDB) está se reunindo todas as segundas ? feiras para ouvir os depoimentos e fazerem levantamentos que possam ajudar as polícias na elucidação do caso que atentou contra a vida do presidente da Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, Adilson Rabelo (PSB).
Rabelo foi interceptado por um motoqueiro, na manhã do dia 24 de fevereiro deste ano, quando saia de uma reunião num hotel de Foz do Iguaçu em direção a Itaipu Binacional. Atingido com dois tiros na cabeça, disparados por homem ainda desconhecido que estava na garupa da moto, o vereador foi levado às pressas até o hospital Santa Casa Monsenhor Guilherme, onde passou por diversas cirurgias.
Hoje, após 100 dias do fato, as policias iguaçuense ainda não conseguiram localizar os responsáveis pelo atentado, ficando o caso no esquecimento. Diversas denúncias foram feitas e a polícia Civil chegou a deter, interrogar e liberar quatro pessoas que teriam, supostamente, participado da tentativa de homicídio.
O Caso Adilson Rabelo, tomou conta das páginas de diversos jornais brasileiros e levou vereadores de Foz do Iguaçu a abrirem uma Comissão Especial para ajudar na elucidação do caso. Junto aos trabalhos da comissão, a Câmara Municipal disponibilizou um (0800) para as denúncias anônimas, o que tem surtido resultados.
Após duas semanas, o (0800 645 0161) já recebeu diversas ligações. Sem precisar se identificar ou deixar o número de contato, muitos estão ligando e fazendo relatos interessantes que poderão ajudar nas investigações.
A Denúncia mais grave levantada pelos vereadores foi feita nesta terça-feira, quando uma voz de homem relatou que o possível atirador permanece na cidade de Foz do Iguaçu e que teria vendido a suposta moto dias depois ao atentado contra o presidente do legislativo iguaçuense. A voz, relatou o nome do suposto atirador, que segundo o presidente da Comissão, Edson Mezomo (PPS), não pode ser divulgado por se tratar de uma denúncia anônima. Cabe, segundo o vereador, a polícia divulgar o nome uma vez que a fita será entregue ao Delegado responsável pelo caso, Walter Oliveira, que deverá degravar as denúncias e dar prosseguimento às investigações.
A Comissão Especial para investigar o atentado contra o vereador e Presidente Adilson Rabelo (PSB) foi formada no início do mês de Maio. Os membros têm 90 dias, prorrogável por igual período, para apresentar um relatório final com a conclusão dos trabalhos. Isso significa que até o mês de Novembro os vereadores precisam obter informações que possam ajudar na investigação do atentado.
Hoje, Adilson Rabelo, está em Brasília no Hospital Sarah Kubschek, por onde passa por sessões de reabilitação motora e mental. Rabelo já está fora de perigo, mas os médicos ainda não conseguem informar quando ele deverá retornar as suas atividades como vereador. Neste caso quem permanece ocupando a presidência, em exercício, é o vereador Ney Patrício (sem partido) por tempo indeterminado.


