A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga supostas irregularidades nos contratos de publicidade da Câmara Municipal de Curitiba (CMC), convocou para esta terça-feira (13), às 18h, a vereadora Renata Bueno (PPS) para prestar esclarecimentos sobre as recentes declarações sobre o que ela definiu como “Máfia da Câmara”. Porém, a vereadora ainda não decidiu se prestará depoimento à CPI.

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Para Renata, o fato dela ter sido convocada só reforça a ausência de objetivo dos integrantes da CPI. “Não tenho que fazer parte deste jogo. Minha convocação veio nesta segunda-feira, sem data e hora, de forma amadora, assim como os trabalhos dessa comissão”, definiu.

Quanto ao presidente da CPI da Casa, o vereador Emerson Prado (PSDB), ela reafirmou as acusações de que ele estaria blindando o presidente licenciado da CMC, João Claudio Derosso. “Todas as ações do presidente da CPI foram com a finalidade de blindar o Derosso, isso porque ele deve fazer parte da quadrilha. É por isso que eu não vejo finalidade em comparecer no depoimento”, explica a vereadora. “Uma CPI tem um poder de investigação maior do que o Ministério Público e, mesmo assim, não vimos avanços”, acrescenta.

O vereador Emerson Prado não foi encontrado pela reportagem para comentar as acusações.

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Pelos cálculos do MP, as irregularidades pelas quais Derosso é acusado deixaram um rombo de aproximadamente R$ 6 milhões com a contratação indevida da agência de comunicação.