O vereador Paulo Frote (PSDB) renunciou ontem ao seu cargo na Câmara de Curitiba. Quem assume é o suplente do partido Edson do Parolin, que já havia solicitado a vaga ocupada por João Cláudio Derosso (sem partido) por meio da ação de infidelidade partidária protocolada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O parlamentar é o segundo a renunciar nesta legislatura. No dia 12 de março, Derosso largou a presidência da Casa, pressionado pelas investigações sobre irregularidades nos contratos de publicidade.

Frote não deu detalhes sobre o motivo da renúncia, afirmando apenas ter motivos pessoais para deixar o cargo. Ele estava em seu quarto mandato e anunciou a decisão na tarde de ontem. Sua primeira eleição como vereador foi em 1996, pelo PMDB, quando recebeu 4.447 votos. No segundo mandato, em 2000, foi eleito pelo PSC com 9.631 votos. Ingressou no PSDB na eleição de 2004, quando conquistou 9.307 votos, sendo reeleito em 2008 pelo mesmo partido, com 9.208 votos.

Ficha-suja

Em 2008, o Tribunal de Justiça cassou o mandato do vereador por improbidade administrativa e consequente enriquecimento ilícito. A decisão foi fruto de ação movida pelo Ministério Público pelo fato de Frote se apropriar de parte da remuneração de servidores comissionados do seu gabinete. Apesar da perda da função pública, ele podia permanecer no cargo até que se esgotassem todos os recursos judiciais e estava impedido de tentar a reeleição por se enquadrar no critério de ficha-suja. No dia 12 de abril, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido de habeas corpus do vereador para tentar suspender a condenação.