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Política

Novo governo

Veja o perfil dos ministros já confirmados por Michel Temer

  • Por Redação

Quem são os novos ministros da República:

Fábio Medina Osório – Advogacia-Geral da União – Advogado e professor, o gaúcho de 48 anos é ex-promotor de Justiça do Rio Grande do Sul e especializado em leis sobre combate à corrupção. Fez carreira no Ministério Público de dezembro de 1991 a janeiro de 2006, exonerando-se para exercer a advocacia privada, abrindo seu escritório Medina Osório Advogados.
Entre 2003 e 2005, foi secretário-adjunto da Justiça e da Segurança do RS no governo Germano Rigotto. Foi promotor de Justiça no Estado, tomando posse aos 24 anos.

Blairo Maggi (PP) – Ministro da Agricultura – Foi governador de Mato Grosso por duas gestões. Recém-filiado ao PP para poder assumir o cargo, ele nasceu em 1956, em Torres (RS). O Grupo Amaggi, de sua propriedade, se tornou um dos principais exportadores de soja do país. Maggi também já foi considerado o maior produtor individual de soja do mundo.
O prestígio no agronegócio fez com que Maggi fosse considerado pela revista Forbes uma das pessoas mais influentes do mundo. Mas fez também com que virasse alvo de críticas de várias entidades ambientais. Em 2005, a ONG Greenpeace o contemplou com o prêmio “Motosserra de Ouro”.
No mesmo ano, o jornal inglês Independent publicou uma reportagem de capa sobre o “estupro da Amazônia”, dizendo que Maggi era “o homem por trás” do desmatamento na região. “Um fazendeiro milionário e um político sem compromissos que preside o boom da produção de soja brasileira”, afirmou o jornal.

Eliseu Padilha (PMDB) – Casa Civil – Eliseu Lemos Padilha, de 70 anos, é um dos conselheiros e articuladores políticos mais próximos do novo presidente. No PMDB desde 1966, foi ministro em governos do PSDB (assumiu a pasta dos Transportes entre 1997 e 2001, na gestão FHC) e do PT (secretário de Aviação Civil de Dilma Rousseff em 2015).
Casado e pai de seis filhos, Padilha tem histórico de confronto político com o PT no Rio Grande do Sul. Apoiador do PSDB nas campanhas presidenciais de 2002 e 2006, ele só aderiu à base aliada de Dilma Rousseff por orientação da cúpula peemedebista. Em 2014, o ex-deputado foi indicado pelo PMDB da Câmara para a Secretaria de Portos, mas sofreu forte resistência do Planalto.

Bruno Araújo (PSDB) – Ministério das Cidades – Bruno Araújo (PSDB), 44 anos, é um político e advogado pernambucano que já foi eleito deputado federal três vezes e foi líder da oposição e do PSDB na Câmara. Ele foi o responsável por dar o voto decisivo, de número 342, que autorizou o prosseguimento para o Senado do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Gilberto Kassab (PSD) – Ministério da Ciência e Tecnologia e Comunicações – Gilberto Kassab fundou o PSD, do qual é presidente. É ex-prefeito paulistano e novo ministro de Ciência e Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab, já foi ministro das Cidades do governo Dilma e vice-prefeito de José Serra (PSDB) na cidade de São Paulo, a quem sucedeu como prefeito em 2006. Quando pertenciao ao DEM fez oposição ao governo Dilma, mas depois deixou de lado antigas divergências e integrou a equipe governista.
Kassab é investigado no Supremo Tribunal Federal, que apura se ele participou, na época em que era prefeito de São Paulo, de esquema de fraude envolvendo a empresa Controlar, concessionária que realizava a inspeção veicular na capital.
A suspeita é que Kassab tenha editado decreto, em 2008, concedendo indenização para a Controlar no valor de R$ 2,5 milhões pelos serviços prestados, contrariando o contrato de concessão, que não previa despesas aos cofres do município.

Fabiano Silveira – Ministério de Fiscalização, Transparência e Controle – Fabiano Augusto Martins Silveira, 41 anos, está no segundo mandato de conselheiro no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ele é casado e tem dois filhos. É doutor (2008) em direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e consultor legislativo do Senado Federal para as áreas de direito penal, processual penal e penitenciário desde 2002.

Mendonça Filho (DEM) – Ministério da Educação e Cultura – José Mendonça Bezerra Filho (DEM-PE) é deputado federal e já governou o estado de Pernambuco e foi o responsável pela PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da reeleição. Ficou conhecido também por ser o autor da PEC (proposta de emenda constitucional) que instituiu a reeleição para cargos do Executivo, inclusive presidente da República, a partir de 1998, o que permitiu que Fernando Henrique Cardoso e depois Lula e Dilma tivessem um segundo mandato consecutivo.

Raul Jungmann (PPS) – Ministério da Defesa – Não é a primeira vez que Raul Jungmann (PPS-PE) integra uma equipe de governo. Ele é deputado federal e consultor de empresas. Natural do Recife, ele foi ministro de Fernando Henrique Cardoso.
Em 1995, assumiu a presidência do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), o Ministério Extraordinário de Política Fundiária e o recém-criado Ministério do Desenvolvimento Agrário.
No governo de Itamar Franco, coordenou a Secretaria Executiva do Ministério do Planejamento.
Entre 2003 e 2010, atuou como deputado federal por dois mandatos consecutivos. Entre as funções, foi vice-presidente da CPI das Sanguessugas, que investigou um esquema de corrupção envolvendo ambulâncias.
Foi um dos autores da proposta de emenda constitucional que colocou fim ao pagamento de “jetom” aos deputados e senadores por convocações extraordinárias no Congresso.
Na Frente Brasil Sem Armas, defendeu o fim da comercialização de armas no país.
Além disso, foi um dos principais críticos ao Movimento dos Sem-Terra (MST) e à política agrária do governo Lula.

Osmar Terra (PMDB) – Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário – Osmar Terra foi deputado federal e é um médico do Rio Grande do Sul. Ele nasceu em 1950 em Porto Alegre. Em 1992, Terra se elegeu como prefeito de Santa Rosa (RS). Além disso, foi secretário executivo do Programa Comunidade Solidária da Presidência da República entre 1999 e 2001.

Marcos Pereira (PRB) – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio – Marcos Pereira tem 44 anos, é advogado, bispo licenciado e presidente nacional do PRB. Ele nasceu em Linhares, no Espírito Santo, e se elegeu presidente do PRB em 2011. Seu partido, que conta com 22 deputados federais e um senador, foi o primeiro a desembarcar do governo de Dilma Rousseff, ao devolver o Ministério do Esporte, então ocupado por George Hilton.

Henrique Meirelles – Ministério da Fazenda – Henrique Meirelles comandou o Banco Central nos dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2003 e 2010, tornando-se o presidente do BC mais longevo no cargo.
Em 2004, com uma Medida Provisória, Meirelles foi o primeiro presidente do BC a obter formalmente o status de ministro de Estado. Naquele ano, foi aberto um inquérito contra ele por sonegação, lavagem de dinheiro, crime eleitoral e remessa ilegal de dinheiro para o exterior, relativo ao período em que esteve no BankBoston. No início de 2007, o processo foi arquivado após o próprio STF negar a quebra do sigilo de contas bancárias usadas por Henrique Meirelles.

Alexandre de Moraes (PSDB) – Ministério da Justiça – Alexandre de Moraes é advogado constitucionalista e já foi secretário de Justiça do governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) e secretário do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD). Antes de ir para o governo Temer, era secretário da Segurança Pública da atual gestão Alckmin. Entre 2007 e 2010, durante a gestão de Kassab, Moraes foi secretário municipal dos Transportes e de Serviços e chefe da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da SPTrans.

Romero Jucá (PMDB) – Ministério do Planejamento – Romero Jucá é formado em economia e político pernambucano do PMDB. Tornou-se presidente em exercício do partido desde o licenciamento de Michel Temer, em abril deste ano. Governou o recém-criado estado de Roraima entre 1988 e 1990 por nomeação do presidente José Sarney e se elegeu senador pelo estado em 1994, 2002 e 2010. Foi líder do governo no Senado designado pelos presidentes Fernando Henrique Cardozo, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. É filiado ao PMDB desde 2003 e preside o Diretório Estadual do partido em Roraima.

José Serra (PSDB) – Ministério das Relações Exteriores – Um dos fundadores do PSDB, o senador José Serra, 74, foi escolhido ministro das Relações Exteriores do governo de Michel Temer. Natural de São Paulo, do bairro da Mooca, Serra já foi ministro de Planejamento e da Saúde do governo Fernando Henrique Cardoso. Um de seus programas foi a lei de incentivo aos medicamentos genéricos.

Ricardo Barros (PP) – Ministério da Saúde – Deputado federal por cinco mandatos, já foi secretário da Indústria e Comércio do Estado do Paraná, além de prefeito de Maringá. Em 2011, Barros se licenciou do seu mandato de deputado federal para assumir o cargo de secretário da Indústria e Comércio do Paraná. Após denúncias de irregularidades na sua gestão, porém, pediu licença do governo do estado.
Na época, em 2012, gravações feitas pelo Ministério Público mostraram Barros sugerindo ao então secretário municipal de Saneamento de Maringá Leopoldo Fiewski que arranjasse um encontro para realização de acordo entre as duas empresas que participavam de um processo de licitação para publicidade da cidade. O contrato era de R$ 7,5 milhões.

Geddel Vieira Lima (PMDB) – Ministério da Secretaria de Governo – Geddel Vieira Lima será o articulador político do governo Temer. Ele já foi ministro da Integração Nacional do governo Lula, entre 2007 e 2010, depois de ter sido crítico ferrenho do primeiro mandato do petista e defensor do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). No ministério, encampou a transposição do Rio São Francisco, que prometeu efetivar em seu mandato.
Segundo reportagem do jornal O Globo, durante sua passagem pelo Ministério da Integração Nacional, auditoria do Tribunal de Contas da União apontou favorecimento ao estado da Bahia na liberação de verbas para prevenção de catástrofes. Em 2010, Geddel deixou o cargo de ministro para concorrer a governador da Bahia, mas perdeu a eleição.
Geddel também está na mira da Lava Jato, da Polícia Federal. Mensagens apreendidas revelaram que o ex-deputado federal pode ter usado sua influência política para atuar em favor de interesses da construtora OAS dentro da Caixa e também na Secretaria de Aviação Civil e junto à Prefeitura de Salvador.

Sérgio Etchegoyen – Ministério da Secretaria de Segurança Institucional – Sérgio Westphalen Etchegoyen é general do Exército e tem 64 anos. Além da Segurança Institucional, ele tambpem comandará a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) também ficará subordinada à pasta.
Desde março de 2015, atua como chefe do Estado-Maior do Exército brasileiro, coordenando a atuação operacional e a política estratégica dos militares em todo o país,

Ronaldo Nogueira (PTB-RS) – Ministério do Trabalho – Ronaldo Nogueira está no segundo mandato de deputado federal. É filiado ao PTB desde 1992, quando deu início à carreira política no interior do Rio Grande do Sul.
Entrou na política se elegendo vereador em 1992 da sua cidade natal, cargo que ocupou por quatro mandatos. Na gestão municipal, assumiu como secretário de Habitação e Assistência Social e de Obras e Serviços Urbanos.
Do governo gaúcho, foi diretor do Departamento de Transportes da gestão da governadora Yeda Crusius, entre 2007 e 2008, quando passou a diretor-presidente da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), até 2010, quando foi eleito suplente para a Câmara Federal.

Maurício Quintella Lessa (PR) – Ministério dos Transportes – Maurício Quintella Lessa é um advogado e político que já se elegeu deputado federal quatro vezes pelo estado de Alagoas. Ele já foi líder do seu partido, o PR, na Câmara dos Deputados, mas deixou a liderança para votar a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Nascido em Maceió em 1971, se formou em direito no Centro de Ensino Superior de Maceió e chegou a cursar engenharia civil na Universidade Federal de Alagoas, mas não concluiu.
Seu primeiro cargo de destaque na política foi o de vereador, eleito em 1996 pelo PSB. Antes disso, foi técnico judiciário do Tribunal Regional do Trabalho de Alagoas e secretário municipal de Educação da Prefeitura de Maceió.

Henrique Eduardo Alves (PMDB) – Ministério do Turismo – Henrique Eduardo Alves, tem 67 anos, ocupa o cargo de deputado federal há 11 mandatos consecutivos, de 1971 a 2015 – todos pelo PMDB do Rio Grande do Norte. Entre 2013 e 2015, o político foi presidente da Câmara dos Deputados.
Em 2014, o nome de Henrique Alves foi citado no acordo de delação premiada da Operação Lava Jato. Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras, afirmou que Alves estava envolvido no esquema de corrupção da estatal. Na época, no entanto, o Ministério Público Federal entendeu que não havia indícios suficientes para investigá-lo.
Em maio deste ano, no entanto, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a abertura de um inquérito contra Henrique Alves. Investigações autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal apuram suposta propina envolvendo Eduardo Cunha. Mensagens de celular, apreendidas durante a Operação Lava Jato, mostram Cunha fazendo cobranças a Léo Pinheiro, ex-presidente da empreiteira OAS, por repasses à campanha de Alves para o governo do Rio Grande do Norte.

Fernando Bezerra Filho (PSB) – Ministério de Minas e Energia – Fernando Bezerra Coelho Filho, 32 anos, é deputado federal pelo PSB de Pernambuco e está no terceiro mandato. É formado em administração de empresas pela Faap, em São Paulo e votou a favor da abertura do processo de impeachment da presidente Dilma.

Leonardo Picciani (PMDB) – Ministério do Esporte –  Leonardo Picciani é bacharel em direito pela Universidade Cândido Mendes. Filiou-se ao PMDB em 2000. Ele é um dos poucos escolhidos para compor o ministério no governo de Temer que votou contra o impeachment da agora presidente afastada, Dilma Rousseff.

Ele é Herdeiro mais velho de um dos mais tradicionais sobrenomes da política fluminense e está com 36 anos.

Helder Barbalho (PMDB) – Ministério da Integração Nacional – Helder Barbalho é filho do senador Jader Barbalho (PMDB-PA). Filiado ao PMDB desde 1997, ele concorreu nas eleições de 2014 ao cargo de governador do Pará, mas foi derrotado por Simão Jatene (PSDB) no segundo turno.

Ele já foi ministro da Pesca e de Portos da presidente Dilma Rousseff. Em abril deste ano, ele deixou o ministério da petista em razão de o PMDB ter aprovado, em março, o rompimento com o governo Dilma.

Sarney Filho (PV) – Ministério do Meio Ambiente – José Sarney Filho, é filho do ex-presidente da República José Sarney. Zequinha, como é conhecido, é natural de São Luís. Começou na vida política aos 21 anos, em 1978, quando foi eleito deputado estadual. Em 1982, elegeu-se deputado federal, cadeira que ocupa até hoje – seu 8.º mandato seguido.

Ele foi ministro do Meio Ambiente do governo Fernando Henrique Cardoso, mas deixou o cargo após romper com o governo por causa de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal na empresa Lunus, de Jorge Murad, marido de Roseana. A ação foi determinada pela Justiça de Tocantins, que apurava fraudes na antiga Sudam. Na época, Roseana disse que a ação poderia ser evitada.

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4 Comentários em "Veja o perfil dos ministros já confirmados por Michel Temer"


coxa branca
coxa branca
2 anos 7 meses atrás

grande quadro de investigados e envolvidos com corrupção,o brasil é o paraíso dos bandidos de colarinho branco,traficantes e contrabandistas ricos,aliás nunca ouvi falar da PF trocar tiros com quadrilhas organizadas ou prender mesmo bandidos ricos

Welbi Maia Brito
Welbi Maia Brito
2 anos 7 meses atrás

Alexandre de Moraes fez um ótimo trabalho à frente da Secretaria de Segurança. Durante sua gestão a maioria dos crimes diminuíram. Hoje são Paulo tem o menor índice de homicídios e latrocínios do país. O governador Geraldo Alckmin deverá escolher um

Marcos Araujo
Marcos Araujo
2 anos 7 meses atrás

Muito bom, mais do mesmo, quando começam as passeatas contra os ministros nomeados que são investigados pela Lava Jato ou por outros crimes em suas administrações? Afinal o que se queria não era o fim da corrupção?

Marcos Araujo
Marcos Araujo
2 anos 7 meses atrás

Muito bom, mais do mesmo, quando começam as paceatas contra os ministros nomeados que são investigados pela Lava Jato ou por outros crimes em suas administrações? Afinal o que se queria não era o fim da corrupção?

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