Defensores da apresentação imediata do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, deputados tucanos foram informados pelo presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), que terão que esperar até a próxima quarta-feira, 6, para saber que postura será adotada pelo partido. Aécio ainda espera parecer do jurista Miguel Reale Júnior e a formação de unidade no bloco de oposição para bancar a tentativa de impedimento.

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“Os partidos de oposição, no momento em que decidirem qual será o próximo passo, farão isso de forma conjunta”, disse Aécio. “Nenhum (passo) está descartado, mas não nos precipitaremos”, afirmou o senador.

A decisão foi anunciada após reunião do senador tucano com líderes do PSDB, DEM, Solidariedade e PPS. Exceto pelo PPS, que está dividido, já há consenso favorável ao impeachment nas bancadas federais das demais legendas. O único senador presente na reunião – além de Aécio – era Cássio Cunha Lima (PB). No Senado, ainda não há consenso em nenhuma legenda.

Na semana passada, o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), disse que, se dependesse da bancada tucana na Casa, o pedido já poderia ser feito. Repreendido por Aécio Neves, viu-se obrigado a aguardar.

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“São provas robustas. O fundamento jurídico é cabal, sólido tanto na doutrina quanto na jurisprudência. Viemos trazer essa nossa visão para o presidente nacional do PSDB, e o senador fez um apelo que foi consenso entre as lideranças de bancada”, afirmou Sampaio.

Aécio não quer que seu partido banque sozinho o pedido de impeachment de Dilma e, por isso, tenta formar um grande grupo de oposição. Até a próxima reunião, espera conseguir a unidade do PPS e tentar o apoio de legendas de oposição como PSB, PV e PSC. O tucano também terá que buscar dois apoios importantes em seu próprio partido, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do senador José Serra (SP), que se manifestaram contrariamente ao impedimento.

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Os defensores do impeachment fundamentam sua argumentação nas chamadas “pedaladas fiscais” e, principalmente, na eventual omissão da presidente diante do esquema de corrupção envolvendo a Petrobras.

“Não deixaremos impunes os crimes que foram cometidos pelo atual governo durante o processo eleitoral, os últimos anos, e até, eventualmente, neste início de mandato”, disse Aécio.