Por um placar apertado com 4 votos a favor e 3 contra, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou na noite desta terça-feira, 23, a criação do partido Solidariedade. Ele será a 32ª legenda do País. O ministro relator do processo, Henrique Neves, pediu em seu parecer novas diligências para que fossem investigadas possíveis fraudes na coleta de assinaturas. Ao todo, foram consideradas 495.573 apoiamentos sendo que o necessário eram 592 mil.

O pedido de uma investigação das assinaturas, o que levaria ao adiamento da conclusão do processo, teve o apoio da ministra Luciana Lóssio e Marco Aurélio Mello. A maioria, no entanto, optou por conceder o registro. Votaram nesse sentido os ministros Dias Toffoli, Laurita Vaz, Otávio Noronha e a presidente da Corte Eleitoral, Cármen Lúcia.

De acordo com a Lei Eleitoral, expira no próximo dia 5 de outubro o prazo para criação de partidos. Após a decisão do TSE, o deputado Paulinho da Força, idealizador da legenda, disse que deverá apoiar nas próxima eleições um candidato de oposição ao governo Dilma. Segundo ele, cerca de 30 deputados federais devem embarcar no Solidariedade. Antes, os ministros do TSE também aprovaram a criação do partido PROS (Partido Republicano da Ordem Social).