O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou hoje ação movida pela coligação que apoia a presidenciável petista Dilma Rousseff que pedia que o rival José Serra (PSDB) fosse impedido de veicular propaganda na qual o tucano aparece, em fotografias, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro Henrique Neves já havia mandado arquivar a ação movida pela coligação alegando que apenas Lula poderia ir à Justiça contra o uso da imagem dele, mas os advogados da campanha de Dilma recorreram da decisão.

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Programa de TV exibido este mês mostrou cenas de Serra, então governador de São Paulo, ao lado do presidente. O narrador destaca que são dois “líderes experientes” e “homens de história”. Os partidos da coligação de Dilma entenderam que o objetivo era confundir o eleitor, criando uma “armadilha propagandista” que liga Lula a Serra.

Porém, a maioria dos ministros (5 a 2) entendeu que não houve irregularidade no uso das imagens do presidente. Seria irregular, na avaliação da Corte, apenas se a campanha tucana passasse a informação errada de que Lula apoia a eleição de Serra. “Se eu fosse presidente da República e meus amigos e inimigos quisessem usar minha imagem, ficaria até envaidecido”, disse o ministro Arnaldo Versiani.

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