O novo presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, desembargador Geraldo Augusto de Almeida, disse que a Corte vai precisar ter muito cuidado ao analisar casos de propaganda eleitoral na internet nas eleições deste ano. Em entrevista coletiva realizada antes da cerimônia de sua posse e do novo vice-presidente, desembargador Paulo Cézar Dias, Almeida afirmou que a falta de regulamentação da propaganda eleitoral na internet impacta nas decisões sobre a questão.

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“Não existem regras muito fixas para a internet, é importante ter muito cuidado no julgamento. Se formos olhar para trás, uma publicação nesse ambiente é como se fosse uma carta, um telefonema”, declarou. “Além disso, devemos estar atento a três questões: a liberdade de expressão, na preservação da privacidade das pessoas e trabalhar para evitar a censura prévia”, completou, ressaltando que, apesar da pouca quantidade de regras para campanhas nesse ambiente, o TRE tem condições de julgar os casos, mas não terá condições de ir atrás de cada situação previamente.

Ele ainda informou que neste ano, a discussão sobre propagandas antecipadas e de campanhas ofensivas ainda estão muito fracas e que os maiores parceiros para a realização das eleições são os eleitores, que ajudam a Justiça Eleitoral a “fiscalizar o processo eleitoral e realizar a melhor festa cívica”. “No dia 5 de julho haverá mutirão para receber os pedidos de registro de candidatura. Seremos rígidos quanto a irregularidades na campanha”, disse.

Em relação aos julgamentos de processos que envolvem prefeitos eleitos em 2012, o presidente anunciou que quase todos já estão julgados pela Corte Eleitoral mineira, mas que ainda há julgamentos pendentes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Sobre 2015, Almeida quer realizar concurso público para reforçar o quadro de colaboradores do Tribunal mineiro. “Já pedimos ao Tribunal Superior Eleitoral 650 vagas e o pedido está sendo analisado. A realização do concurso, com expectativa para o início do ano que vem, é prioridade na minha gestão”, disse.

Também em 2015, o presidente do TSE quer continuar com o processo de implantação da biometria, mas quer ampliar o projeto para a capital mineira e para as cinco maiores cidades do Estado. “Talvez Minas seja o primeiro Estado a ter biometria na capital. Mas tudo depende de autorizações do TSE”, ressaltou. Na cerimônia de posse estavam entre os presentes, algumas autoridades, como o governador do Estado, Alberto Pinto Coelho, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Antônio José Barros Levenhagen, o ministro do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) João Otávio de Noronha e políticos como o presidente do PT-MG, Odair Cunha e o candidato do PSDB ao governo de Minas, Pimenta da Veiga.

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