Na tarde de ontem o juiz eleitoral José Laurindo de Souza Netto, presidente da Comissão de Votação Paralela, explicou a representantes de partidos políticos as providências que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está tomando para evitar fraudes e comprovar a eficiência e segurança das urnas eletrônicas.

Seguindo determinação do TSE, através das resoluções números 20.997 de 26/02/02 e 21.127 de 20/06/02, pela primeira vez será realizada uma votação paralela tanto no primeiro quanto no segundo turno. Um dia antes das eleições, duas urnas serão sorteadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), sendo uma da capital e outra do interior. Elas serão retiradas do local de votação e serão substituídas por urnas reservas. No dia do pleito será realizada, na sede do tribunal, uma votação de auditoria, com as urnas que foram sorteadas.

Após o sorteio, será feita a comunicação aos juízes eleitorais. As urnas serão lacradas e recolhidas. A do interior será trazida para Curitiba por helicóptero. No prédio do TRE elas ficarão sob a guarda da Polícia Federal e de fiscais credenciados de partidos políticos.

A comissão de auditoria é formada pelo presidente, juiz José Laurindo, pela representante do Ministério Público, promotora Jacqueline Batisti, e por uma equipe de apoio, composta por doze servidores do TRE.

Fiscais de partidos políticos irão votar na cédula de papel e integrantes da auditoria irão repetir o voto na urna eletrônica. Ao final os dados serão comparados, para provar que não há nenhum erro entre as duas votações. Esses votos terão função apenas para a auditoria, e não serão computados. Toda a auditoria será filmada por três câmeras de vídeo.