O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, afirmou nesta quarta-feira, 2, que os ministros filiados ao PMDB deveriam ter entregado seus cargos no governo federal. Skaf, também filiado ao partido, criticou a presidente da República, Dilma Rousseff, e disse que o governo deve mudar de atitude ou deveria “pegar as malas e dar o fora”. “Enquanto o governo não recuperar a credibilidade, o Brasil não vai voltar a crescer. E não vejo uma mudança de atitude do lado do governo”, comentou.

As críticas de Skaf não ficaram restritas ao governo federal. Candidato derrotado ao Palácio dos Bandeirantes, o presidente da Fiesp disse que a gestão de Geraldo Alckmin (PSDB) tem indicadores lamentáveis na área da educação e da segurança pública.

Sobre a polêmica reestruturação do ensino paulista, Skaf disse que o governo estadual não explicou bem à população o plano. “Não tenho visto o governador e os secretários falando sobre o assunto e explicando porque a reestruturação está ocorrendo”, afirmou.

O presidente da Fiesp elevou o tom também contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e as manobras de seus aliados para evitar a cassação. “É duro ouvir todos os lados barganhando. A sensação que nos dá é a de que eles estão usando os mandatos para fins puramente pessoais”, avaliou.

No almoço de fim de ano da Fiesp, Skaf também reiterou o apoio à pré-candidata do PMDB à prefeitura de São Paulo, senadora Marta Suplicy. “Quando filiou-se ao PMDB, a senadora assumiu o compromisso de lutar contra mais impostos”, disse.

Skaf ainda elogiou a eleição do novo presidente da Argentina, o conservador Maurício Macri. “Tenho a certeza de que está sendo iniciado um novo ciclo no continente e nós apoiamos este novo período 100%”, disse, confirmando que Macri vai participar de um encontro na entidade quando visitar o Brasil na próxima sexta-feira.