A primeira testemunha de defesa do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), aguardada na manhã desta terça-feira no Conselho de Ética do Senado, não compareceu. O advogado Ruy Cruvinel, chamado para dizer que não conhecia Demóstenes e nunca o havia acusado de nada, alegou que, como o comparecimento não era obrigatório, preferia preservar sua privacidade e da sua família.

O advogado de Demóstenes, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, explicou que pretendia mostrar, com o depoimento de Cruvinel, que nem tudo que sai na imprensa é verdade. De acordo com o advogado, uma notícia publicada em um jornal de Goiânia afirmava que Cruvinel, ao ser preso, teria dito que Demóstenes era sócio de Cachoeira. “Isso foi usado pelo Ministério Público. Mas, em uma nota, o advogado dele disse que ele nunca foi preso e nem conhece o senador. Isso mostra que, em um processo midiático como esse, as coisas crescem mesmo não sendo verdade”, alegou Kakay.

A segunda testemunha arrolada pela defesa é o contraventor Carlinhos Cachoeira. Seu depoimento está marcado para quarta-feira, mas é improvável que ele compareça. Apesar de não ter havido nenhuma notificação ainda ao Conselho, sua defesa não pretende expô-lo mais do que o necessário. Nesta terça-feira, Cachoeira já terá que depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), onde é obrigado a comparecer.

O Conselho também adiou o depoimento de Demóstenes para a terça-feira da semana que vem, dia 29 de maio. Inicialmente, seria na noite de segunda-feira, dia 28. O relator do processo, senador Humberto Costa (PT-PE), alegou que o depoimento poderia entrar noite adentro.