O presidente Michel Temer e o presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, assinaram acordo com o propósito de estabelecer e explorar serviços aéreos entre os dois países. Entre alguns pontos previstos no documento, está a liberação às empresas aéreas designadas pelo país sobrevoar o território da outra nação, sem pousar, ou fazer escalas para fins não comerciais.

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Além disso, será permitido “fazer escalas nos pontos das rotas especificadas no Quadro de Rotas acordado conjuntamente pelas autoridades aeronáuticas de ambas as Partes, para embarcar e desembarcar tráfego internacional de passageiros, bagagem, carga ou mala postal separadamente ou em combinação”.

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Conforme o texto, caberá a cada a país designar por escrito, pela via diplomática, uma ou mais empresas aéreas para operar os serviços acordados. Após receber autorização, a empresa aérea poderá começar a operar.

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O acordo prevê ainda ações na área de segurança e diz que os dois países “fornecerão, mediante solicitação, toda a assistência mútua necessária para a prevenção contra atos de apoderamento ilícito de aeronaves civis e outros atos ilícitos contra a segurança dessas aeronaves, seus passageiros e tripulações, aeroportos e instalações de navegação aérea, e qualquer outra ameaça à segurança da aviação civil”.

Além do acordo no setor da aviação, os presidentes de Brasil e Cabo Verde também discutiram perspectivas de cooperação na área de segurança pública. Temer pediu apoio para candidaturas brasileiras à recondução de membros brasileiros da Corte Internacional de Justiça (juiz Antônio Augusto Cançado Trindade) e da Comissão de Direito Internacional (embaixador Gilberto Sabóia). O presidente de Cabo Verde convidou Temer a visitar seu país.

Portugal e previdência

De acordo com a assessoria do Planalto, durante a conversa que Temer teve mais cedo com o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, foi tratada a situação econômica dos dois países. O presidente português teria comentado com o brasileiro sobre a reforma da Previdência Social feita no país europeu e dito que ela foi “crucial”.

Sousa comentou ainda, segundo informações da assessoria de Temer, que em Portugal os dias de greve não são pagos.

O presidente brasileiro destacou ao seu colega a aprovação da PEC do teto dos gastos e também falou sobre a proposta da reforma da previdência que pretende implementar, assim como de algumas parcerias público-privadas.