Foto: Arquivo/O Estado

Senador Pedro Simon.

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) pediu ontem afastamento do senador Ney Suassuna (PMDB-PB) da liderança do partido, diante das denúncias de suposto envolvimento na venda superfaturada de ambulâncias a prefeituras. ?São tantas as referências na imprensa envolvendo seu nome que é necessário que se afaste para responder às acusações como cidadão, não mais como líder?, afirmou Simon, pré-candidato do partido à Presidência.

Ele reclamou também que Suassuna não costuma reunir a bancada para consultar os senadores peemedebistas sobre as posições que a legenda deve adotar nas votações. O senador da Paraíba integra a ala do partido que é contrária ao lançamento da candidatura própria do PMDB à Presidência da República.

Ontem, o presidente nacional do PMDB, deputado federal Michel Temer (SP), evitou comentar a posição defendida por Simon contra Suassuna. ?Acho que esse assunto deve ser discutido internamente na bancada do Senado?, esquivou-se o parlamentar.

Temer concordou, entretanto, com as acusações feitas por Simon de que Suassuna não tem reunido a bancada e feito consulta antes de se pronunciar em nome do conjunto dos parlamentares peemedebistas.

PF ainda busca 13 foragidos

Brasília (AE) – A Polícia Federal montou um esquema de plantão no fim de semana, com homens da inteligência e do núcleo que atuou na Operação Sanguessuga, para a captura de 13 dos 44 acusados de integrarem a máfia das ambulâncias que continuam foragidos. Estão sendo procurados também seis outros membros da quadrilha não apanhados durante a operação, há duas semanas.

Entre os foragidos encontra-se o ex-deputado Ronivon Santiago, que pode estar escondido no interior de Rondônia ou até ter deixado o País pela fronteira daquele Estado. Entre os 31 recapturados até a noite de ontem, está o ex-deputado Bispo Carlos Rodrigues, a ex-assessora do Ministério da Saúde Maria da Penha Lino e o empresário Darci Vedoin, dono da empresa Planam, que funcionava como uma central das fraudes.

Os 44 haviam sido libertados na terça-feira, em decisão polêmica do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1.ª Região, com sede em Brasília, revogada no mesmo dia pelo Supremo Tribunal Federal (STF).