Serra diz que saída da prefeitura foi “aprovada pelo voto”

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, negou que haja ligação entre o fato de ter deixado o cargo de prefeito em 2006 para assumir o governo do Estado e seu índice de rejeição nessas eleições.

Segundo Serra, na época, a mudança para o Palácio dos Bandeirantes foi “aprovada pelo voto” dos paulistanos.

“Em 2006, quando saí da prefeitura, eu fui eleito na capital para governador com votação maior do que eu obtive para prefeito. Ou seja, naquela época a população aprovou essa mudança”, afirmou o tucano na noite de hoje, em entrevista ao “SP TV”, da Rede Globo. “Eu fui aprovado pelo voto, tanto que fui o primeiro governador eleito no primeiro turno”, concluiu.

Serra tentou ainda diminuir o impacto de sua rejeição, que segundo pesquisa Datafolha divulgada hoje chegou a 38%, na disputa. “Eu sou mais conhecido, teve a eleição presidencial em 2010. O pessoal que em geral prefere o PT ou que votou na outra candidata [Marina Silva] tem uma manifestação mais imediata, digamos”, afirmou.

A rejeição a Serra é a mais alta entre os candidatos a prefeito. Mesmo assim, para ele, não inviabiliza sua candidatura. “Claro que, se você olhar no outro ângulo, 63% não rejeitam e aceitam votar. Isso é normal para quando você está há muito tempo na política”, afirmou.

Durante a entrevista, que teve duração de cinco minutos, Serra afirmou que irá construir um corredor de ônibus na radial leste e que ampliará para 30 o número de AMAs (Assistência Médica Ambulatorial) que funcionam 24 horas.

O tucano prometeu ainda construir creches “nas estações do metrô” e ampliar políticas para pessoas com deficiência.

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