Foto: Cíciro Back/O Estado

Delegado regional do Trabalho oferece alternativas.

O delegado regional do Trabalho, Geraldo Serathiuk, propôs ontem ao governador Roberto Requião que, além de melhorar as políticas de crédito e microcrédito no próximo mandato, conforme declarou na campanha eleitoral, organize as ações de crédito e ciência & tecnologia em todas as regiões do estado a fim de gerar mais empregos e com melhores salários.

A sugestão do delegado é que seja criado um comitê para aperfeiçoar a capacidade produtiva dos trabalhadores na área tecnológica. ?Somente com produtos mais elaborados podemos criar empregos com este perfil?, destacou. Para Serathiuk, os empregos e a formação técnica científica estão muito concentrados nas grandes cidades do estado, pois faltam instituições de suporte em várias regiões, como equipamentos tecnologicamente atualizados e articulação do sistema educacional, em relação à realidade local.

Propondo articulação entre universidades, incubadoras, Sistema S, trabalhadores e empresários em cada região do estado, Serathiuk diz ser preciso acoplar uma visão destes temas sob a ótica do mundo do trabalho. ?Isso evitaria que muitas atividades econômicas funcionem apenas como fornecedoras de commodities, sem agregar valor e economia e aos salários?, comentou.

Outro tema que o delegado do Trabalho sugeriu ao governador do estado foi quanto aos trabalhadores desempregados e em áreas de risco nas regiões metropolitanas do estado. Para ele, esses trabalhadores não estão sendo incluídos no mercado formal de trabalho na quantidade e na velocidade necessárias. ?O Brasil cresceu ano passado 2,3% no seu PIB, mas o mercado de trabalho cresceu 6% e a massa salarial 8%. Já o desemprego metropolitano não diminui na velocidade necessária?, comentou.

Serathiuk argumenta que a urbanização violenta durante o governo anterior trouxe a concentração da terra no campo e uma crise urbana. Por isso, acoplado ao trabalho de urbanização e desfavelização, ele propõe um trabalho de organização nos moldes da economia solidária, que envolve qualificação, empreendedorismo e outras práticas que ajudam na geração de emprego e renda. ?O governo federal e estadual já estão fazendo um trabalho, mas acho que precisamos agrupar os órgãos e ações para dar maior eficácia e visibilidade, caso contrário não conseguiremos fazer uma inclusão social eficiente?, concluiu Serathiuk.