Os senadores Alvaro Dias (PSDB-PR) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) afirmaram nesta segunda-feira que vão cobrar do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que antecipe a reunião do Conselho de Ética para avaliar a representação do PSOL que pede a abertura de processo por quebra de decoro contra o ex-líder do Democratas Demóstenes Torres (GO).

O parlamentar foi flagrado em grampos telefônicos defendendo interesses do empresário do ramo dos jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Na semana passada, o conselho marcou uma reunião para a próxima terça-feira, dia 10, para eleger seu novo presidente.

O cargo está vago desde setembro do ano passado, mês em que o senador João Alberto (PMDB-MA) deixou a Casa para ocupar um cargo no governo de Roseana Sarney.

O presidente interino Jayme Campos (MT), que é do mesmo partido de Demóstenes, já se declarou impedido para conduzir o processo que envolve seu colega do DEM.

Pelo critério da proporcionalidade das bancadas no Senado, a indicação do presidente do colegiado cabe ao PMDB. Dias e Randolfe consideram que, diante da gravidade das acusações que pesam contra Demóstenes, o melhor seria que o caso fosse analisado logo. Eles querem evitar a pecha de corporativistas ao demorar na análise da representação.

“Este julgamento é inevitável. A instituição é mais importante do que as pessoas. Nós somos transitórios, passageiros”, afirmou Alvaro Dias. O líder tucano disse que vai procurar José Sarney para tentar agilizar a eleição no conselho.

Ele sugere que, após a escolha do novo presidente, o colegiado acolha a representação do PSOL, nomeie logo um relator e abra prazo para Demóstenes se explicar.