Contrariando a orientação de seu partido, o senador paranaense recém-eleito Flavio Arns (Rede) não fará oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). O senador, que por oito anos integrou o PT, deve estar entre os apoiadores do novo governo no Senado Federal.

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Em nota, o político afirma que não participou das discussões que levaram o partido a se declarar oposição à atual administração e que toma uma orientação ‘a favor do Brasil’. “Estamos vivendo um momento de grande expectativa no cenário político nacional. Um novo momento, que exige total transparência e tomada de posicionamentos. Tenho manifestado, desde o resultado das eleições presidenciais, que minha postura no Senado Federal não será de oposição ou situação, mas sim de posição a favor do Brasil”.

Antes da eleição, em entrevista à Gazeta do Povo, Arns havia sinalizado que apoiaria um eventual governo de Bolsonaro, defendendo algumas das bandeiras de campanha do então candidato.

Mais informações estão no Blog do João Frey, na Gazeta do Povo.

Anos de PT

Arns tem suas origens políticas ligadas ao PSDB, partido pelo qual se tornou deputado federal em 1990. Porém, em 2001, deixou a legenda e ingressou no Partido dos Trabalhadores (PT), sendo eleito senador no ano seguinte. Ele concorreu ao cargo de governador do estado pelo PT, em 2006, mas ficou em terceiro lugar na disputa.

Por divergências com a cúpula do partido na condução das denúncias contra José Sarney (MDB), então presidente do Senado, em 2009 Arns deixou o PT. Na ocasião, chegou a declarar que “o poder e a ambição de se manter no poder mudaram o PT. O poder chega a mudar os princípios das pessoas”.

Ele voltou ao PSDB, onde foi vice-governador de Beto Richa durante o primeiro mandato deste, entre 2011 e 2015. Em 2017, deixou a agremiação tucana e ingressou na Rede Sustentabilidade.

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