O senador Romeu Tuma (PTB-SP) evitou falar sobre as denúncias de envolvimento do filho, Romeu Tuma Júnior, com a máfia chinesa em São Paulo, conforme noticiou hoje o jornal O Estado de S.Paulo. Em seguida, disse que tem confiança no filho, que é uma pessoa digna. “Eu confio no Tuma Júnior. Ele tem qualidades e é uma pessoa digna”, afirmou por telefone.

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O senador disse ainda que o filho vai falar sobre o assunto. “Ele está pronto para dar esclarecimentos às autoridades competentes”, disse. Em seguida, encerrou a conversa, dizendo que o resto era com o próprio filho.

Tuma Júnior é secretário nacional de Justiça e teve ligações e e-mails trocados com Li Kwok Kwen interceptados por investigação da Polícia Federal. Kwen, também conhecido como Paulo Li, era o principal alvo da investigação batizada como Operação Wei Jin.

Paulo Li foi preso com mais 13 pessoas sob a acusação de comandar uma quadrilha especializada em contrabando de telefones celulares falsificados, importados ilegalmente da China. Li, que de acordo com as investigações também ganhava dinheiro intermediando a emissão de vistos permanentes para chineses em situação ilegal no País, tinha livre trânsito na secretaria.

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Ao ser preso, Paulo Li telefonou para Tuma Júnior na frente dos agentes federais que cumpriam o mandado. O envolvimento entre os dois também foi revelado por telefonemas nos quais Tuma Júnior fazia encomendas de aparelhos celulares, computador e até videogame.