Senador acha que terá o PPS no palanque

Segundo colocado na eleição, com 2.093.161 votos, contra 2.321.217 do governador licenciado Roberto Requião (PMDB), o senador Osmar Dias (PDT) passou parte do dia de ontem, 2, discutindo estratégias para o segundo turno. Osmar afirmou que tem grandes chances de receber o apoio do ex-deputado Rubens Bueno (PPS), quarto colocado na disputa, e que também vai conversar com o senador Flávio Arns (PT), terceiro classificado na eleição.

Osmar afirmou que o apoio comum ao candidato a presidente da República, Geraldo Alckmin, funciona como um fator de aproximação a Bueno. ?O Rubens também defendeu um novo ciclo político para o Paraná?, afirmou Osmar, que almoçou com o irmão, senador Alvaro Dias, no restaurante Madalosso, em Santa Felicidade, na companhia do seu coordenador de campanha, Euclides Scalco.

Sobre a posição do prefeito de Curitiba, Beto Richa, o senador afirmou que pediu a ele o apoio neste segundo turno e que está aguardando uma resposta. Para Osmar, seria natural ter a contrapartida de Beto, já que está apoiando Alckmin. ?Mas estou apoiando Alckmin por convicção e não para ter a retribuição. Só acho que a retribuição seria coerente?, ressalvou.

Para o senador, o seu desempenho no primeiro turno não foi surpresa. ?Eu me guiava por pesquisas internas que já mostravam o nosso crescimento sustentado e a queda constante do outro nos últimos quinze dias?, comentou.

Senado

Já reeleito, o senador Alvaro Dias (PSDB) agora está livre para trabalhar na campanha do irmão. No primeiro turno, Alvaro se manteve distante, já que seu partido não se coligou formalmente a Osmar. ?Apoiei o Osmar cem por cento no primeiro turno e vou apoiá-lo duzentos por cento no segundo turno, pois agora poderei participar da campanha também na televisão?, disse.

Alvaro fez 2,5 milhões de votos, o correspondente a 50,51% dos votos no estado. A segunda colocada, Gleisi Hoffmann, obteve 2,2 milhões, ou 48,12% dos votos. Em Curitiba, Gleisi venceu Alvaro com uma vantagem de 6,03 pontos percentuais. A representante do PT na disputa para o Senado disse ontem que gostaria de ver o seu partido apoiando Requião no segundo turno da eleição para o governo do estado.

 ?Tenho muita gratidão e gostaria que o partido o apoiasse agora, no segundo turno. Mas o PT vai se reunir, deliberar e decidir?, disse a candidata, que teve o apoio do governador licenciado.

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