A diretoria-geral do Senado divulgou ontem a lista de 152 atos considerados secretos, mas que foram tornados validos porque, embora tenham sido escondidos do Boletim de Administração de Pessoal, foram publicados no Diário Oficial da Casa. Sobraram, no total, 511 atos secretos editados desde 1995, entre eles os que beneficiaram aliados e parentes do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP).

Pelo menos 79 servidores nomeados por atos secretos ainda continuam no quadro da Casa e podem ser beneficiados pela decisão do diretor-geral, Haroldo Tajra, de não demiti-los imediatamente. Bastará um pedido do gabinete que emprega o funcionário para que o Senado o mantenha no quadro.