O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o texto original da Medida Provisória (MP) 658/14, que confirma a prorrogação por 270 dias do prazo de entrada em vigor da Lei 13.019/14, que disciplina parcerias entre a administração pública e as organizações não governamentais (ONG). Com isso, a vigência da lei passa para julho deste ano. A MP vai à promulgação por não ter tido qualquer alteração ao texto original.

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A Câmara, que havia aprovado a matéria no início do mês, rejeitaram o parecer da comissão mista, que foi elaborado pela relatora, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). Ou seja, aprovaram o texto da forma que foi enviado pelo Executivo. A proposta aprovada pela comissão mista tinha desagradado a oposição em pontos como a criação de conselhos de políticas públicas para dialogar com o governo e promover a participação em processo decisório e gestão pública.

Segundo a oposição, o parecer de Gleisi Hoffmann tentativa de ressuscitar o decreto presidencial de participação popular e ainda visava a reabrir o prazo para as cidades implantarem aterros sanitários em substituição aos lixões. O prazo acabou em agosto do ano passado. Esse dispositivo foi retirado do parecer da medida provisória pelo presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por entender que se tratava de assunto estranho ao tema original da matéria.

O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), afirmou que não é possível restaurar o texto preparado pela senadora Gleisi Hoffmann, relatora da MP na comissão especial. “Nós estamos diante de uma impossibilidade material, não se vota aquilo que não existe”, disse.

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Com base no regimento, Gleisi Hoffmann defendeu que é possível, sim, votar seu parecer apresentado na comissão mista, mesmo ele tendo sido rejeitado pelo plenário da Câmara. Segundo ela, se o parecer dela viesse a ser apreciado, teria de voltar para nova apreciação dos deputados. Mas os senadores preferiram, novamente, aprovar o texto original da MP.