O sistema de seleção dos beneficiários da Faixa 1,5 e o novo tamanho das unidades da Faixa 1 no programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) podem inibir a participação das empresas, avalia o vice-presidente de Habitação Econômica do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Rodrigo Luna. O executivo disse que o anúncio realizado nesta quarta-feira, 30, é positivo, uma vez que formaliza a intenção de contração de Faixa 1 e a criação do Faixa 1,5, no entanto, há pontos de preocupação.

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O governo lançou hoje a terceira etapa do programa Minha Casa, Minha Vida, para contratar mais 2 milhões de unidades em todo o País até 2018. Nos próximos dois anos serão investidos cerca de R$ 210,6 bilhões, dos quais R$ 41,2 bilhões são do Orçamento Geral da União.

Nessa nova etapa, foi criado um segmento de renda, chamado Faixa 1,5, ampliando os subsídios para famílias que ganham até R$ 2.350,00. A Faixa 1,5 foi criada para atender a parcela da população que tinha dificuldades para acessar o programa pelos padrões anteriores: renda pouco superior ao máximo permitido na Faixa 1, mas com dificuldades para encontrar imóveis da Faixa 2 compatíveis com a capacidade de financiamento.

A seleção dos beneficiários das Faixas 1 e 1,5 será feita pelo Sistema Nacional de Cadastro Habitacional. Para o executivo do Secovi-SP, o sistema de seleção pode ser visto como “intervencionista” principalmente na Faixa 1,5, uma vez que a escolha é mais ancorada na decisão do sistema do que pela análise dos compradores pelas empresas.

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Com isso, algumas companhias podem ficar inibidas em atuar no segmento. Já no caso da Faixa 1, o executivo disse que o uso do Sistema pode deixar o processo mais lento e burocrático. As pessoas que querem participar do programa podem se inscrever no site a partir da próxima segunda-feira, segundo o governo. Os interessados poderão acompanhar todo o processo de seleção – que antes ficava a cargo das prefeituras – por meio desse portal onde estarão os dados cadastrais das famílias, informações sobre o programa e simulador de financiamento.

Outro aspecto que traz preocupação para o executivo é o novo tamanho dos imóveis da Faixa 1, que devem ter acréscimo de dois metros quadrados na metragem mínima, passando para 41 metros quadrados. O executivo apontou que ao elevar a metragem cria-se uma dificuldades maior para construção e viabilidade das obras. “Isso cria um tíquete mais alto e fica mais difícil de produzir”, acrescentou.

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