Foto: Fábio Alexandre

Gilney: hora da esquerda.

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Todos contra um. Esse parece ser o cenário das eleições para o diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), marcado para os dias 2 e 11 de dezembro.  

São seis candidatos à presidência e oito chapas querendo derrotar o grupo que atualmente comanda a legenda, através da chapa Construindo um Novo Brasil, e o presidente Ricardo Berzoini, candidato à reeleição. Os sete candidatos participaram de um debate, na noite de ontem, em Curitiba.

Em entrevista concedida horas antes do debate, alguns dos candidatos explicaram sua posição. ?O objetivo principal é derrotar o Berzoini. Nada contra a pessoa, mas ele traz na testa a expressão ?campo majoritário? e, se o objetivo do partido é mudança e recuperação de valores, não se pode manter o mesmo grupo à frente?, disse, Valter Pomar, candidato pela chapa ?Esperança Vermelha?, que afirmou que, se não for para o segundo turno, votará em qualquer um dos outros candidatos à exceção de Berzoini. Pomar diz ter dois grandes objetivos à frente do PT: ?Virar a página da crise e de suas conseqüências e preparar a vitória petista nas eleições de 2010, com candidatura própria?.

?Além de todas as divergências de política e de métodos, penso, ainda, que a não-reeleição de Berzoini terá um grande efeito simbólico perante a opinião pública. Mostraremos à sociedade que o PT aprendeu com a crise e está promovendo mudanças?, revelou Gilney Vianna, presidenciável vinculado à chapa da ?Militância Socialista?. Para ele, é hora do partido rever suas posições e, principalmente, suas alianças. ?Precisamos fazer o governo Lula caminhar para a esquerda. Foi o PT que venceu as eleições, é sua política que tem de ser aplicada. Não podemos ficar submissos às exigências dos outros partidos, mesmo que da coalizão?, declarou.

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Candidato pela Chapa Mensagem do Partido, José Eduardo Cardoso disse que a reeleição de Berzoini significa a manutenção do modelo atual, ?em que um pequeno grupo toma todas as decisões do partido, ferindo o ideal democrático que é o diferencial do PT. Só pode votar nele quem está contente com isso?. Além da democracia interna, outra bandeira defendida pelo candidato é a recuperação do patrimônio ético. ?Quem sempre cobrou ética de seus adversários tem de ser o exemplo. Não podemos admitir desvios éticos dentro do partido?, destacou.

O atual presidente do PT e candidato à reeleição, Ricardo Berzoini, chegou atrasado em Curitiba, devido a problemas com o vôo, e acabou cancelando a entrevista coletiva que concederia ontem. Markus Sokol, Jilmar Tatto, José Carlos Miranda são os outros candidatos à presidência do partido.

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