O secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Paulo Roberto dos Santos Pinto, foi conduzido nesta segunda-feira, 9, de forma coercitiva pela Polícia Federal para prestar depoimento sobre suspeitas de irregularidades em convênios da Pasta com uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) de Minas Gerais. A ação faz parte da Operação Esopo, deflagrada hoje pela Receita Federal, em conjunto com a Polícia Federal, Ministério Público Federal e Controladoria Geral da União.

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Segundo a assessoria do ministério, o secretário-executivo já foi liberado e trabalha normalmente. Paulo Roberto dos Santos Pinto é o segundo na hierarquia do ministério, ficando atrás apenas do ministro.

Agentes da PF também cumpriram mandados de busca e apreensão na sede do MTE. Chegaram por volta das 7 horas e fecharam o terceiro andar, na Secretaria de Políticas de Empregos. Três horas depois, saíram portando documentos para a investigação.

O delegado da Polícia Federal, Eduardo Izel, responsável pela ação, não forneceu detalhes sobre as investigações. O Ministério do Trabalho diz que aguarda o pronunciamento da PF para se manifestar. Há informação de que outros dois servidores da Pasta também estão sendo investigados.

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Operação Esopo

A Operação Esopo apura indícios de prática de diversos crimes, incluindo fraude à licitação, corrupção, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, entre outros pontos. Estão sendo cumpridos 31 mandados de prisão e 44 mandados de busca e apreensão em empresas, órgãos públicos e residências dos suspeitos. As ações ocorrem simultaneamente nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, além do Distrito Federal.

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Na semana passada, oito pessoas foram presas na “Operação Pronto Emprego”, que investiga desvio de R$ 18 milhões em convênio do MTE. O Ministério do Trabalho emitiu nota informando que “determinou a suspensão de repasses de recursos financeiros à entidade investigada e a abertura de auditoria nos convênios”, entre outras medidas.