O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Moreira Mendes (PSD/RO), disse nesta terça que lamenta a falta de entendimento com o governo para chegar a um acordo em relação ao artigo 62 do novo Código Florestal, que trata da recuperação das áreas de preservação permanente às margens dos rios.

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O deputado afirmou que “faltou racionalidade”, pois seria possível chegar a um meio termo, como o escalonamento da área a ser recuperada, de acordo a largura dos rios, que poderia partir do mínimo de 5 metros de margem. O texto aprovado pelo Senado estabelece que em rios com até 10 metros de largura, os produtores rurais devem recompor 15 metros de vegetação nativa.

Moreira Mendes avalia a que manobra do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), que defendeu o texto aprovado no Senado e apontou controvérsia regimental no relatório do deputado Paulo Piau (PMDB-MG), será mais obstáculo a ser superado para colocar o projeto em votação.

O líder ruralista afirmou que os deputados da Frente Parlamentar, que participaram de almoço nesta terça com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, e o líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Alves (RN), decidiram votar em bloco pela aprovação do relatório de Paulo Piau.

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Moreira Mendes aposta na vitória dos ruralistas na votação do plenário da Câmara, pois apenas o Partido Verde e o PSOL devem votar em bloco contra o relatório. Ele diz que, embora o PT tenha fechado posição, deve haver dissidências, “pois alguns deputados petistas não irão contra os interesses dos pequenos produtores que representam”.