O presidente da Assembleia Legislativa, Valdir Rossoni (PSDB), vai se reunir na segunda-feira, 13, em Curitiba, com uma equipe de especialistas em segurança para discutir como poderá se proteger de eventuais atentados. O carro do presidente da Assembleia Legislativa foi atingido por tiros em um trecho da estrada que liga União da Vitória a Bituruna, na noite de sexta-feira (10).

Rossoni evitou relacionar o episódio às medidas administrativas que vem adotando na Assembleia Legislativa, desde que assumiu a presidência em fevereiro deste ano. “A Polícia está investigando. Pode ser algo importante ou não. Agora, se alguém está tentando me intimidar, pode desistir. Não mudo um centímetro na minha linha de trabalho”, afirmou o deputado.

Rossoni não estava no carro. Ele havia saído de União da Vitória de carona no carro de amigos para participar do comício do filho, Rodrigo, que está em campanha à prefeitura de Bituruna. No carro, estava o motorista do deputado e um assessor da presidência. Nenhum ficou ferido. “Eu não sei o que foi. Mas tenho certeza de que não tem nada a ver com a eleição. Está uma campanha tranquila. Não teve nenhum tipo de problema, nenhuma ocorrência policial”, comentou.

Rossoni disse ainda que está se preparando para mexer em mais um “vespeiro” da Assembleia até o final desta semana quando serão suspensas, reduzidas ou canceladas algumas aposentadorias irregulares de funcionários e ex-deputados. “A relação das aposentadorias vai sair. É só ficar pronta”, disse.

O presidente da Assembleia classificou como “medíocres” os comentários reproduzidos por blogs sugerindo que o episódio poderia servir para justificar a polêmica decisão de alugar nove carros para o uso dos integrantes da Mesa Executiva e seus seguranças. A licitação foi aberta na semana passada.

Rossoni disse que não vai usar o veículo da frota para se deslocar. “Eu vou alugar um carro para mim com o meu dinheiro. Não quero mais ficar ouvindo barbaridades. Agora, os meus seguranças vão usar, sim, os carros alugados. Sou presidente de um Poder e a lei me faculta esse direito”, declarou.