Aproximação

Rossoni quer Osmar no ninho tucano

No “vai e vem” das relações entre o PDT e o PSDB para as eleições deste ano, os tucanos voltaram a fazer um movimento de aproximação ao senador Osmar Dias (PDT).

Em tempos de crise nas negociações entre PT e o PDT, o presidente estadual do PSDB, deputado Valdir Rossoni, manifestou ontem, o desejo de ter o senador Osmar Dias de volta ao convívio tucano.

“O caminho mais certo para o Osmar é o PSDB. Queremos deixar público que desejamos uma composição com ele”, afirmou. Mas a data da reconciliação não parece próxima.

Isto porque a proposta do PSDB para o senador Osmar Dias não mudou. O PSDB quer ter Osmar como candidato ao Senado e não abre a menor brecha para que o pedetista tome o lugar de Beto Richa na candidatura para o governo. O único acréscimo tucano é que, agora, Rossoni ofereceu a candidatura a vice-governador para o partido.

“Sempre mantivemos a esperança de retomar as relações. Até porque a relação do Beto com o Osmar sempre foi muito boa. Há respeito mútuo”, justificou Rossoni.

De acordo com o tucano, os contatos do PSDB com o PMDB e do PDT com o PT mostraram que tucanos e pedetistas devem abandonar essas aventuras eleitorais e restabelecerem a velha parceria.

“Foi uma boa experiência separamos um tempo. A nossa conversa com o PMDB não era natural. Seria forçada. Do mesmo jeito que a conversa do Osmar com o PT é forçada”, comparou Rossoni, afirmando que, juntos, “PDT e PSDB vivem um mundo melhor”.

Gratidão

O presidente estadual do PDT, Augustinho Zucchi, viu na manifestação de Rossoni “um raciocínio lógico”, independente do cerne da questão: quem ocupa a vaga de candidato ao governo.

“Não vamos falar do que seria. Não é isso que está sendo discutido. O PDT agradece a deferência do PSDB. Estivemos juntos nos últimos tempos e a declaração tem acolhida da nossa parte”, afirmou Zucchi.

Quanto à candidatura ao governo do Estado, Zucchi disse que o senador Osmar Dias é pré-candidato. Mas foi enigmático no comentário seguinte: “A forma de estarmos juntos é que pode ter esta ou aquela mudança”, afirmou o dirigente do PDT.

Para Zucchi, a reaproximação entre tucanos e o PDT é uma “tese que encontra eco na sociedade paranaense”. Sobre as negociações com o PT, Zucchi apontou que um dos problemas pode ser a falta de um objetivo comum.

“A aliança com o PT pode não ter prosperado porque os objetivos não chegaram a um denominador comum”, comentou. O PDT quer eleger o governador e o PT um senador, comparou o presidente estadual do PDT.

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