Nani Góis/Assembleia Legislativa
Rossoni: decisão foi “para que não pairem dúvidas”.

O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB) apresentou, na tarde desta segunda-feira, no gabinete da presidência da Casa, onze das treze pessoas que o Ministério Público Estadual, diz estar investigando por suspeita de terem sido funcionários fantasmas do deputado. Só não compareceram ao gabinete do presidente os ex-funcionários Nativo Gurgel, já falecido, e Carla Roberta Silveira, que enviou um atestado médico, justificando a ausência.

Rossoni havia prometido levar os supostos fantasmas ao plenário, mas preferiu fazer a apresentação em seu gabinete, sem fotos nem imagens, “para não expor ainda mais as pessoas, equivocadamente envolvidas nestas acusações”. O deputado disse que resolveu chamar todos seus ex-funcionários investigados pelo Ministério Público “para que não pairem dúvidas e não se lance novas acusações”.

Na apresentação desta tarde, Rossoni apresentou um a um os ex-funcionários (alguns ainda trabalham para o deputado ou para a administração da Casa) e citou o período em que estiveram prestando serviço ao deputado. Depois, o presidente da Comissão de Ética da Casa, Edosn Praczyk (PRB) questionou a todos se a informação era verdadeira, e todos confirmaram. Não foram dados detalhes sobre que funções os servidores desempenhavam no gabinete do parlamentar.

Entre os ex-funcionários apresentados nesta segunda-feira estava a filha de Rossoni, Mariana Rossoni, que disse ter trabalhado na Casa entre 2003 e 2006, antes da Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal que proibiu o nepotismo nos órgãos públicos. Rossoni levou, também seu piloto particular, Marcelo Venâncio de Brito, que foi registrado em seu gabinete entre 2002 e 2010, quando foi exonerado após denúncia de que o deputado pagava seu piloto particular com dinheiro da Assembleia.

Apesar de o piloto não estar sendo investigado neste caso de fantasmas, Rossoni quis levá-lo para lembrar e esclarecer o episódio. O deputado disse que além de pilotar, Brito também atuava como assessor parlamentar, já que o acompanhava em reuniões e eventos, mas, após a repercussão negativa da informação de que era vinculado a Assembleia, o deputado passou a contratar piloto particular para suas viagens.

Além de Mariana e Marcelo Venâncio, Rossoni apresentou os ex-funcionários

Francisco Gaida Júnior, que trabalhou em seu gabinete entre 2001 e 2006;

Roberto Costacurta, funcionários desde 2007, hoje está na tesouraria da Casa;

Sérgio Brum, trabalha na Casa desde 2004, hoje é o diretor financeiro da Assembleia;

Ari Valdecir, funcionário de Rossoni desde 1990;

Ari Cristiano, funcionário desde 1992;

Antônio Brittes, que trabalhou para o deputado entre 2002 e 2006;

Catiane Andrioli, que trabalhou apenas dois meses, em 2007, no gabinete do deputado;

Dulcimara Nogueira, comissionada de Rossoni entre 1995 e 2010;

Cionara Pigatto, que trabalhou no gabinete do deputado entre 2005 e 2010.