O ministro-chefe da Secretaria-Geral, Miguel Rossetto, comemorou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou inconstitucional o financiamento de empresas para campanhas eleitorais e partidos, já a partir de 2016. “É uma decisão histórica para a democracia brasileira”, disse o ministro à reportagem. “Essa decisão vai ao encontro da grande maioria do povo brasileiro e afasta o dinheiro de financiamento empresarial e a corrupção da atividade política em nosso País”, declarou Rossetto.

Questionado se a presidente Dilma irá, então, vetar a proposta aprovada pelo Congresso que prevê financiamento empresarial para partidos até R$ 20 milhões, e que aguarda um posicionamento do governo até o dia 30 de setembro, pela sanção ou veto, respondeu: “a presidente está avaliando e seguramente esta decisão terá um peso importante na decisão da presidente”. Segundo ele, ainda não há uma decisão tomada pela presidente sobre isso.

A ideia de Dilma é usar todo o prazo disponível pela lei para a sanção ou veto – 15 dias úteis após a chegada ao Planalto do texto aprovado pelo Congresso. Portanto, sua decisão só deverá ser anunciada depois do seu regresso da viagem aos Estados Unidos.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), defensor da proposta aprovada pela Casa, advertiu a presidente de que ela deve “ter cautela” se quiser vetar o texto. O relator da reforma política no Senado, o peemedebista Romero Jucá (RR), também avisou que “vai dar mais problema” se a presidente Dilma Rousseff vetar esse dispositivo no texto aprovado pelo Congresso.