O 1º vice-presidente da Associação Brasileira das Mantenedoras das Faculdades Isoladas e Integradas (Abrafi), Antônio Carbonari Netto, e o representante do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub) Júlio César da Silva criticaram há pouco a possibilidade de se proibir a criação de novos cursos de Medicina nos próximos 10 anos. Eles participam de audiência da Comissão de Educação, que analisa projeto de lei (65/03), do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), sobre o assunto. O texto original veda a criação desses cursos, mas substitutivo do relator da proposta na comissão, deputado deputado Átila Lira (PSB-PI), estabelece apenas novos critérios para a abertura desses cursos.

O substitutivo determina que o funcionamento de cursos de medicina considere a necessidade social do curso para a cidade e para a região em que se localiza. O vice-presidente da Abrafi também criticou o substitutivo. "Todos os cursos cumprem uma necessidade social."

A diretora do Departamento de Gestão da Educação da Saúde do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, no entanto, acredita que o substitutivo de Lira pode ajudar a solucionar o desafio da distribuição dos cursos de medicina no País. Ela disse que há cerca de mil municípios na região Norte que não têm médicos residentes porque eles ficam onde se formam. Distribuir os cursos, segundo Ana Estela, ajudará a distribuir os médicos também.

O representante dos reitores, Júlio César da Silva, comentou ainda a idéia de se criar um exame de ordem para médicos, a exemplo do que existe para advogados. Segundo ele, o tema é polêmico e a decisão não cabe às universidades, mas aos conselhos de medicina.

O debate ocorre no plenário 10.