Escolhido para suceder Marcelo Calero no Ministério da Cultura, o deputado federal Roberto Freire (PPS-SP) afirmou neste sábado que vai respeitar a decisão técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão subordinado à Pasta, sobre a construção de um projeto imobiliário em Salvador (BA) em que o ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) comprou um apartamento.

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Reportagem do Jornal Folha de S. Paulo, edição deste sábado, mostra que Calero disse que um dos principais motivos que o levou a pedir demissão do cargo foi pressão feita por Geddel para que o Iphan aprovasse o projeto imobiliário La Vue Ladeira. De acordo com o jornal, o empreendimento tem cerca de 100 metros de altura e está previsto para ser construído nos arredores de uma área tombada da capital baiana, base eleitoral do ministro da Secretaria de Governo.

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“Vou tomar conhecimento do fato ainda. Mas antes de tomar conhecimento, o princípio que me norteia é o técnico. Se existe um órgão técnico, é para ser respeitado na suas decisões. Se existe um órgão técnico e competente, cabe ao ministro levar em consideração e respeitar isso. Se não, quem vai colaborar com o ministro?”, afirmou Freire. “O Iphan existe; é um órgão técnico e competente para essas questões. E eu costumo respeitar os órgão técnicos”, disse.

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O futuro ministro ainda elogiou a gestão de Calero a frente do Ministério da Cultura e disse que deve dar continuidade ao trabalho dele. “Não há nenhuma ruptura. Ele fez um ótimo trabalho. Não está saindo com nenhum problema do ponto de vista político e administrativo. Vamos conversar com ele. Tem muito mais de continuidade do que qualquer mudança”, afirmou Roberto Freire.