O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), cobrou hoje, em discurso de posse na Assembleia Legislativa, um bom tratamento por parte do governo federal. “Vejo um Paraná que quer ser bem tratado pelo governo federal porque nunca faltou quando foi solicitado e não faltará também no futuro”, afirmou. Richa é dos governadores eleitos por partidos de oposição ao governo federal. Ele assinou o termo de posse exatamente às 10h50 de hoje.
Em sua chegada à assembleia, mais cedo, Richa encontrou uma faixa fixada nas grades da Casa com os dizeres: “Beto Richa Presidente do Brasil”. Poucas pessoas estavam do lado de fora do prédio para recepcioná-lo. Dentro, a mãe do futuro governador, Arlete Richa, era uma das mais emocionadas. “Como esposa de ex-governador (José Richa, falecido em 2003, governou o Estado de 1983 a 1986), me sinto honrada, e como mãe do futuro governador, me sinto orgulhosa”, disse. “Ele (Beto) vai continuar o trabalho do pai.”
Sacrifícios
Em discurso contundente, Richa acentuou que não vai se distanciar dos compromissos assumidos na campanha. Mas destacou que encontrará a administração pública estadual em “condições preocupantes”. “O espírito republicano que recomenda civilidade nas relações republicanas interpartidárias impõe responsabilidade no trato da coisa pública”, disse. “Esse espírito tem sido um vago espectro para alguns dirigentes.” Segundo o governador, isso exigirá sacrifícios ainda não dimensionados por sua equipe de transição.
O governador apontou a educação como prioridade. “Só a educação liberta as pessoas e faz com que elas possam romper com a pobreza e a falta de oportunidades”, afirmou. Richa disse que não hesitará quando se tratar de punir desvios de conduta e acentuou a necessidade de fiscalização. “Quero contar com a vigilância da imprensa livre para que possamos errar o menos possível”, pediu. Após a posse, Richa receberá o cargo do ex-governador Orlando Pessuti (PMDB) em frente ao Palácio Iguaçu.


