Afastado anteontem do cargo pela juíza da 9.ª Vara Cível de Londrina, Cristiane Ferrari, o presidente da Sercomtel, João Rezende, divulgou ontem uma nota pública negando as acusações formuladas pelo Ministério Público Estadual, de prejudicar investigações judiciais com base em informações solicitadas via quebra de sigilo telefônico. Rezende vinha sendo processado por improbidade administrativa desde o ano passado pela Promotoria do Patrimônio Público, que o acusa de repassar informações confidenciais de um caso investigado pela Justiça com base em escutas telefônicas para um detetive particular.

A nota, emitida em nome da empresa, diz que a Sercomtel colaborou na coleta de provas. "Todas as provas pretendidas pelo Ministério Público já foram produzidas durante o processo investigatório, com a inquirição de diversas testemunhas, juntadas de inúmeros documentos e a quebra do sigilo telefônico do seu presidente, ocorrido sem o seu conhecimento. Depois disso, houve o inquérito policial e a denúncia criminal", afirma a nota divulgada pela empresa.

A Sercomtel destacou que a decisão de afastamento do presidente do cargo foi tomada sem que ele tivesse a oportunidade de apresentar sua defesa, "quando todas as provas possíveis já foram produzidas pelo mesmo Ministério Público, complicando sensivelmente suas atividades".

A empresa citou ainda que está à disposição do Ministério Público e Poder Judiciário para prestar informações, desde que feita de forma legítima e dentro dos parâmetros legais, "pois defende intransigentemente o sigilo telefônico de seus assinantes".