O senador não aceita fazer
campanha ao lado de Toni Garcia.

A aliança do PTB e PPB com o PDT em torno da candidatura do senador Álvaro Dias (PDT) ao governo enfrenta sua primeira crise.

A resistência do senador Osmar Dias em dividir o palanque com o outro candidato da coligação, o deputado estadual Toni Garcia (PPB) levou o PTB e o PPB a retirar do candidato do PDT ao Senado o tempo dos dois partidos no horário eleitoral gratuito do TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná), que começa a ser exibido a partir do próximo dia 20. Osmar, que tinha 1min de tempo na TV, fica restrito a 26 seg, enquanto Garcia vai dispor de 1min30seg ao herdar o tempo dos dois partidos. A decisão de retaliar Osmar foi tomada ontem pelo presidente nacional do PTB, deputado federal José Carlos Martinez, e pelo presidente estadual do PPB, deputado federal José Janene. “Esta foi a primeira medida contra o Osmar. Se ele continuar agindo assim, haverá outras”, ameaçou Janene.

O estopim da crise foi deflagrado neste final de semana, quando Osmar se recusou a participar de um comício em Ponta Grossa ao saber que Garcia estaria no palanque. O senador justificou sua atitude repetindo publicamente, durante entrevistas nos meios de comunicação, as críticas que vem fazendo contra o pepebista e também à aliança entre o seu partido com o PPB e o PTB.

Osmar não perdoou Toni Garcia por um programa do PPB, exibido no horário destinado aos partidos, no qual o deputado comparou-o e aos senadores Roberto Requião e Álvaro Dias a jogadores que fazem “gol contra” o Estado. Na convenção onde foi selada a aliança entre os três partidos, Garcia pediu desculpas, mas o senador pedetista já havia antecipado naquele dia que não faria campanha junto com o pepebista, com quem alega não ter qualquer afinidade política. Desde então, Osmar tem se empenhado em apagar qualquer vínculo entre os dois na disputa para o Senado.

Bombeiro

No centro da confusão, o senador Álvaro Dias disse que vai fazer o papel de pacificador entre o irmão e seus aliados do PPB e PTB. Segundo o candidato ao governo do PDT, o corte do tempo de Osmar não será consumado. “Vou interceder. São brigas normais que acontecem no decorrer de uma campanha e que nós temos que saber gerenciar. Vamos pacificar”, afirmou Álvaro.

De acordo com a assessoria do TRE-PR, não é possível ao PTB e ao PPB reduzir o tempo de exposição de um candidato na TV.