O governador Roberto Requião disse nesta segunda-feira (7), em entrevista a jornalistas, que só aceitaria ser candidato à presidência da República se for uma escolha unânime de seu partido, o PMDB. Requião falou à imprensa ao chegar ao auditório do Cietep, em Curitiba, para a cerimônia de posse do novo procurador-geral da Justiça, Olympio de Sá Sotto Maior Neto.
Na semana passada, o ex-governador e presidente do PDMB de São Paulo, Orestes Quércia, lançou a pré-candidatura em discurso a seis governadores, dois ministros e a presidentes de diretórios estaduais do PMDB, em Brasília. ?Requião, se topar, será o nosso candidato?, corroborou o presidente nacional do PMDB, o também paulista Michel Temer. ?É o melhor nome que o partido tem no momento?, justificou, em reunião do partido em São Paulo.
?Me senti homenageado por São Paulo. Mas é preciso que o PDMB tome consciência da idéia de que precisa ter um candidato, e não ?tucane? mais?, disse Requião. ?(Para ser candidato) Preciso do apoio do partido inteiro, em todas as unidades da federação. É preciso haver unanimidade no PMDB em torno do estilo paranaense de governar?, acrescentou. ?Mas isso (a candidatura à Presidência) é algo que se discute bem lá na frente?, lembrou o governador.