| Foto: Fábio Alexandre/O Estado |
| Índice de renovação na Assembléia Legislativa superou previsões. continua após a publicidade |
A renovação na Assembléia foi maior que a esperada por algumas pessoas com experiência no legislativo paranaense, como é o caso do governador em exercício, Hermas Brandão (PSDB), presidente da Casa durante três mandatos consecutivos. Dos atuais 54 deputados estaduais, 33 se reelegeram. O índice de renovação foi de 37% – o esperado era de aproximadamente 30%.
Segundo Brandão, foi uma surpresa deputados estaduais que tradicionalmente são bastante votados – como Rafael Greca (PMDB), Neivo Beraldin (PDT), Natálio Stica (PT), José Maria Ferreira (PMDB) e Miltinho Pupio (PSDB) – não conseguirem se reeleger. Brandão afirma que a deputada estadual Elza Correa (PT), que também não conseguiu novo mandato, teve queda de votação em Londrina, num processo semelhante ao que aconteceu na região com o candidato à reeleição, governador licenciado Roberto Requião (PMDB).
Outros deputados que também deixam a Assembléia no fim deste ano são: Vanderlei Iensen (PMDB), Delegado Bradock (PMDB), Valdir Leite (PPS), Arlete Caramês (PPS), Ailton Araújo (PPS), Hermes da Fonseca (PT), Padre Paulo (PT) e Domingos Scarpellini (PSB).
O PMDB foi o partido que conseguiu eleger mais deputados, 17 no total, além de ter as quatro votações individuais mais expressivas para as eleições à Assembléia, com o deputado Alexandre Curi sendo o mais votado, seguido dos deputados Nereu Moura e Caíto Quintana e, do ex-presidente da Cohapar, Luiz Romanelli. O partido tem 14 cadeiras na atual legislatura.
A segunda maior bancada da Assembléia no próximo ano será a do PSDB, que reelegeu sete deputados e vai ter, assim, dois nomes a menos que na atual legislatura. Além de Pupio, fica sem mandato Brandão, que era para ser vice-candidato a governador ao lado de Requião, na coligação entre PSDB e PMDB que foi anulada pela Justiça.
Em seguida vêm as bancadas do PT e do PFL, com seis deputados eleitos cada. O PT perdeu três deputados na Assembléia, sendo que dois deles – o presidente estadual do partido, deputado André Vargas, e o deputado Angelo Vanhoni – foram eleitos para a Câmara dos Deputados. Não conseguiram se reeleger os deputados Natálio Stica, Hermes Fonseca e Padre Paulo. Stica avalia que a diminuição de cadeiras do partido na Assembléia se deu porque as regras eleitorais favoreceram quem tinha maior poder econômico.
O PFL ampliou sua base na Assembléia, reelegendo quatro deputados, além do vereador Fábio Camargo e de Osmar Bertoldi. O PP também aumentou o número de deputados, pois reelegeu os dois atuais representantes, Cida Borghetti e Duílio Genari, e conseguiu duas novas cadeiras.
O PDT diminuiu o número de representantes e terá três deputados na próxima legislatura. Atualmente são cinco representantes, sendo que o deputado Barbosa Neto conquistou uma vaga para deputado federal. A sigla tem também o deputado que não concorreu a um novo mandato, Renato Gaúcho. O PPS, que tem quatro vagas atualmente, ficou com três para a próxima legislatura. Ratinho Júnior foi eleito deputado federal e Marcos Isfer tentou a Câmara dos Deputados, mas não conseguiu a vaga.
Três vereadores de Curitiba foram eleitos para o cargo de deputado estadual: Fábio Camargo (PFL), Ney Leprevost (PP) e Stephanes Júnior (PFL). Elias Vidal já ocupa o lugar de Camargo na Câmara Municipal, uma vez que o pefelista se licenciou para concorrer à Assembléia. No lugar de Leprevost, assume no próximo ano Mestre Bea (PP), e de Stephanes Júnior, Pedro Paulo Costa (PT).