Na opinião do diretor executivo da organização Transparência Brasil, Claudio Abramo, a relação custo-benefício do Poder Legislativo é muito baixa. “Os gastos são elevados no Legislativo de maneira geral em todo o País, e não apenas em Curitiba. O Legislativo se tornou inoperante. Foi neutralizado o poder de fiscalização sobre o Executivo. A atividade parlamentar está mais voltada para interesses partidários e dos próprios parlamentares”, considera.

A vereadora Professora Josete (PT), integrante da bancada de oposição na Câmara de Curitiba, esclarece que somente será possível dizer se o valor de R$ 98 milhões é alto demais para o funcionamento da Casa quando todas as contas forem abertas. Ela lembra que foi feito um pedido de informações sobre todos os contratos que a Câmara possui e o valor de cada um. “Com certeza o retorno poderia ser melhor. Acredito que os vereadores precisam assumir seus papéis, inclusive em termos de fiscalização do Executivo. Não existe a autonomia que deveria. Acabam se limitando a resolver ações pontuais”, analisa.

Para a vereadora, os cargos comissionados dentro da Câmara devem ser limitados aos gabinetes dos parlamentares, diante da necessidade de pessoas com confiança política para o andamento das atividades. “Nos outros setores, não deveria haver cargos comissionados e sim, contratados servidores efetivos”, avalia.