Os vereadores de Curitiba poderão ter o recesso, que geralmente começa em dezembro, adiado para janeiro do próximo ano. Isso porque eles terão que analisar cerca de setecentas emendas apresentadas para a Lei Orçamentária. O prolongamento dos trabalhos também deverá determinar o adiamento para o início do próximo ano da eleição da nova Mesa Executiva: “O artigo 25 do Regimento Interno prevê que a eleição da mesa seja realizada até trinta dias antes do término da sessão da Câmara”, explica o presidente da Câmara Municipal, João Cláudio Derosso (PSDB).

Oficialmente os trabalhos da Casa terminam dia 15 de dezembro. Derosso afirma que a demora na votação deve-se à discussão em torno da proposta orçamentária. “O prefeito mandou em junho a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), e em 31 de setembro ele enviou a mensagem orçamentária. Realizamos discussões com a comunidade e na Câmara, e com isso a votação vai sendo atrasada”, conta.

De acordo com Derosso o trabalho poderia ser agilizado se houvesse colaboração dos vereadores. “Eles sabem que algumas emendas estão foram de ordem ou são ilegais, mas se recusam a tirá-las. Com isso elas só poderão ser derrubadas em plenário. Há algumas emendas que demandam até cinco horas de discussão”, diz.