Representantes da Receita Federal, do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) estiveram hoje na Assembleia Legislativa do Paraná para recolher documentos que ajudem na investigação sobre fraudes na restituição do Imposto de Renda (IR). Segundo a apuração, podem ter sido usados nomes de funcionários “fantasmas” da Casa em comprovantes de renda falsos e deduções inexistentes. O golpe teria levado ao recebimento indevido de pelo menos R$ 1 milhão nos últimos cinco anos.

As investigações começaram em 2008, após uma pessoa ser comunicada sobre problemas na devolução do Imposto de Renda, pois constava que ela era funcionária da Assembleia Legislativa. No entanto, ela informou que nunca havia trabalhado naquele local. As análises mostraram que havia outras pessoas na mesma situação. Os documentos recolhidos hoje na Assembleia, em um escritório de contabilidade e em residências podem ajudar nas investigações.

A PF e o MPF analisam, por enquanto, 66 restituições suspeitas. Dois funcionários do Legislativo paranaense já foram identificados como envolvidos com a fraude. O presidente da Assembleia, deputado Valdir Rossoni (PSDB), disse que um deles já tinha sido demitido, em razão de ser comissionado. O outro, que é estatutário, terá a situação analisada pela Procuradoria da Casa. Os nomes deles não foram revelados.