A partir de 17 de fevereiro as mulheres paranaenses estarão sendo bem representadas na Assembléia Legislativa. Embora as quatro deputadas – Elza Correia (PMDB), Cida Borghetti (PPB), Luciana Rafagnin (PT) e Arlete Caramês (PPS) – façam questão de lembrar que não pretendem montar um ?clube da Luluzinha?, elas deixam claro que os interesses femininos serão prioridade em seus mandatos.

“Vamos fazer um ótimo trabalho através da união da mulher”, afirma Cida Borghetti, ex-primeira-dama de Maringá, que assume pela primeira vez um cargo eletivo. Segundo ela as mulheres têm mais sensibilidade para opinar sobre determinados assuntos. “A área da educação especial vai receber uma grande atenção minha. Junto com a Apae vamos buscar melhorias para os deficientes e também para quem trabalha com eles.” Parceria, aliás, deve ser uma das metas de seu trabalho.

Representante de Francisco Beltrão, Luciana Rafagnin, que foi reeleita, pretende continuar desenvolvendo projetos para a área da agricultura familiar, direitos da mulher, saúde e educação, segundo ela setores muito carentes ainda hoje. Agricultora, membro da Comissão Regional de Mulheres da Região Sudoeste e secretária do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Francisco Beltrão, ela acredita que as mulheres estão aprendendo a confiar mais na política graças à representação feminina.

Arlete Caramês deixou a Câmara Municipal de Curitiba para assumir pela primeira vez uma cadeira na Assembléia. Segundo ela, os projetos que apresentou como vereadora deverão agora ser adotados em todo o Paraná. Desde que entrou na política, Arlete sempre dedicou seu trabalho na busca por crianças desaparecidas, drama que viveu há onze anos, e por isso afirma que sua missão na Assembléia será dar continuidade à sua luta. “Não posso fugir do meu objetivo, quero expandir esse trabalho.” De acordo com Arlete sua bandeira continua a mesma, a defesa das crianças desaparecidas e vitimizadas.

Prefeitura

Elza Correia assume o cargo de deputada estadual sendo o nome mais cotado para disputar a eleição do próximo ano, como candidata a prefeita de Londrina. “A questão de ser candidata tem sido levantada há duas eleições. Sinto que há um desejo da população para que eu participe da eleição, mas essa é uma decisão partidária. Mas se for a vontade do partido eu não me furtarei em disputar a Prefeitura”, garante.

A deputada lembra que experiência política não lhe falta. Vereadora de Londrina por dois mandatos consecutivos, Elza também exerceu o cargo de coordenadora especial da mulher na Prefeitura de Londrina. “Na política a gente não cumpre nunca uma missão, e sim aceitamos novos desafios. A missão só será cumprida quando conseguirmos uma sociedade justa e solidária. Tudo é uma continuidade, e ser deputada é a conseqüência de toda uma vida dedicada à política”, define.

Para ela, o que irá determinar seu futuro político será o trabalho que realizar na Assembléia. “A sociedade está mudando para melhor, as pessoas estão percebendo mais as coisas, e com isso prestando mais atenção nas decisões dos parlamentares. Não posso ser imediatista, tenho que ajudar a construir uma sociedade melhor para as próximas gerações.”

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