Equipes das polícias Militar, Civil e Federal circularam por colégios eleitorais e ruas de todo o Paraná atrás de desrespeito à legislação eleitoral. No total, houve 366 situações em que a polícia precisou intervir e 40 pessoas presas em todo o Estado. Entre os casos mais graves estão um vereador preso em Guaraqueçaba e um delegado de partido detido em Agudos do Sul. “Tivemos um pleito tranquilo e sem grandes preocupações, bem diferente de outras eleições”, resumiu o coronel Péricles de Matos, subcomandante geral da PM e comandante da “Operação Eleições 2014”.

A primeira prisão aconteceu no sábado em Curiuva, no Norte, onde um homem de 61 anos foi detido por compra de voto. Em seguida, por volta das 23h, um casal com caixas de material para panfletagem em uma Kombi foi preso em Umuarama, no Noroeste. Na cidade de Florestópolis, também no Norte, na madrugada de ontem, duas pessoas foram presas por panfletagem ilegal.

Ontem, a primeira das prisões foi em Agudos do Sul, onde um delegado de partido foi detido. Em São José dos Pinhais e em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, outros dois foram encaminhados. Nos três casos, as prisões aconteceram por boca de urna. Em Arapongas, no Norte do Estado, um homem foi preso por boca de urna. Outras duas pessoas foram encaminhadas pelo mesmo crime em Campo Mourão, na região central do Paraná, durante a madrugada. Durante todo o dia, foram verificados 58 casos dessa prática ilegal no Paraná, segundo a Polícia Militar.

Durante a eleição foram assinados 94 termos circunstanciados e os policiais deram 39 orientações em chamados. Quanto ao desrespeito à lei seca, que teve início às 6h e findou às 18h, a PM constatou 25 casos de venda de bebida alcoólica no Estado e 21 de consumo.

Os policiais foram acionados ainda para 89 situações em que as denúncias não foram comprovadas. Ainda no sábado, a PM averiguou duas situações, mas ninguém foi detido porque não foram comprovadas irregularidades: no comitê de um candidato a deputado federal em Curitiba e uma suposta distribuição de vale-combustível e panfletagem em Nova Esperança, no Noroeste.

Punições

Todos os detidos foram encaminhados à Justiça Eleitoral, para que o juiz de plantão analisar o caso e determinar a punição. Nos grandes centros, como Curitiba e Londrina, por exemplo, os detidos foram encaminhados aos fóruns eleitorais. Já nas cidades onde não existam fóruns, os presos eram levados aos destacamentos e outras unidades da Polícia Militar.

Em Curitiba, os policiais do 1º Distrito, no Centro, ficaram de plantão para receber os encaminhados pela PM pelos crimes eleitorais. O Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) também ficou de prontidão para qualquer eventualidade. Uma equipe da Polícia Civil ficou o dia todo no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).