Em seus últimos dias como principal partido da base governista, o PT fez nesta terça-feira, 10, uma reunião da bancada na Câmara para ensaiar o discurso de combate ao possível governo do vice-presidente Michel Temer. Em duas horas de encontro, os petistas disseram que farão uma atuação a partir de agora para pressionar o que chamam de “golpe” e evitar uma agenda de retirada de direitos sociais e econômicos.

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“Nós vamos perseverar na luta para que o golpe não seja consumado. Não há crime de responsabilidade”, disse o líder Afonso Florence (BA). Segundo o petista, o papel da bancada será de “denunciar esse governo ilegítimo de Michel Temer”.

Embora tenha suspendido a obstrução na semana passada para votação de matérias relacionadas a reajuste de categorias do serviço público e projetos costurados pelo governo Dilma Rousseff, o PT seguirá em obstrução, afirmou Florence.

Sobre a permanência no cargo do presidente interino, Waldir Maranhão (PP-MA), Florence lembrou que a vacância da função só se dará pela renúncia do presidente afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ou pela cassação. “Enquanto isso não ocorrer, Maranhão exerce a presidência da Câmara, mesmo quando, por ventura, não tome uma decisão que não corresponda com as nossas expectativas, como fez ao recuar da anulação da votação (do impeachment)”, declarou.

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O líder indicou que a bancada não se juntará ao esforço para afastá-lo da presidência e alegou que o partido respeita as regras da Câmara. “A oposição está tentando golpear o regimento da Casa, que vige com a atribuição de Maranhão exercer a presidência em caráter provisório”, acusou.