A direção estadual do PT decidiu retomar os contatos com os possíveis aliados para a pré-candidatura presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Na próxima segunda-feira, dia 8, a direção e os deputados estaduais e federais vão conversar com o senador Osmar Dias (PDT), até agora o mais paparicado pelos petistas entre os pré-candidatos ao governo que estão na base de apoio do governo federal.

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Não por acaso, Osmar é o candidato preferido do presidente Lula para o governo do Paraná. A conversa começou animada já no ano passado, mas de uns tempos para cá, houve um refluxo, que coincidiu com o avanço das articulações tucanas para garantir um palanque para o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), em 2010, no Paraná.

Há duas semanas, durante reunião entre a executiva estadual, secretários, deputados e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, houve consenso que era necessário restabelecer as negociações não apenas com o senador Osmar Dias, mas com todas as forças políticas alinhadas ao governo federal, incluindo o PMDB. De acordo com o deputado federal André Vargas, o partido deve acelerar o processo porque PSDB e aliados já estão em campo.

“A nossa candidata é a Dilma. Nós precisamos implementar uma velocidade maior na articulação de um programa de governo e na articulação política. Isso pode ser feito em conjunto ou separadamente. Vamos discutir a campanha da Dilma no Estado. Se possível, vamos tirar um candidato. Se não for, os partidos terão dois ou três candidatos”, disse.

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Na avaliação de Vargas, a iniciativa das conversas do PT com o PDT e o PMDB não resultaram em acordos, mas já trouxeram um efeito ao cenário pré-eleitoral paranaense. O deputado federal petista disse que se não houvesse a busca por um acordo com o PDT, somente um candidato teria florescido no cenário.

“Nós fizemos as apostas corretas. Se o PT não tivesse aberto essa conversa com o PMDB e o PDT, no Paraná, só teria um candidato. Essas conversas ajudaram a fortalecer os dois pré-candidatos”, disse Vargas.

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Ele lembrou que, no plano regional, as negociações com os dois partidos estão estacionadas, mas nacionalmente, as chances de uma composição entre PMDB, PDT e PT são boas.

Com todos

O vice-presidente estadual do PDT, deputado estadual Augustinho Zucchi, disse que a rodada de conversas com o PT está dentro da rotina pré-eleitoral. “A regra geral é todos conversam com todos. Não há nada de diferente nisso. Até porque todo mundo sabe que definição mesmo é só no ano que vem. Este é o ano das conversas. Das definições é o próximo”, comentou o dirigente pedetista.

Depois do senador Osmar Dias, os petistas vão querer conversar novamente com o PMDB, que tem como seu pré-candidato o vice-governador Orlando Pessuti, partido que também é cortejado pelo PSDB.