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Política

PT começa a ver candidaturas para 2004

  • Por Elizabete Castro

O PT deve criar um grupo de trabalho eleitoral para discutir a estratégia para as eleições municipais do próximo ano. A proposta está sendo discutida pelos integrantes do diretório estadual, reunidos desde ontem em Curitiba para tratar deste e de outros assuntos. No PT de Curitiba, além da estratégia, a definição das candidaturas também já começa a ser debatida informalmente entre as diversas correntes que convivem no diretório municipal. Apesar de ser apontado como o candidato natural do partido à sucessão do prefeito Cássio Taniguchi (PFL), o deputado estadual e líder do governo na Assembléia Legislativa Angelo Vanhoni, que quase derrotou Taniguchi em 2002, não é o único nome que aparece nas discussões internas. Outras possibilidades estão sendo levantadas. Entre elas, o deputado federal Florisvaldo “Rosinha” Fier, a deputada federal Clair Martins, o ex-deputado e conselheiro da Itaipu, Edésio Passos, e ainda a diretora financeira da Itaipu, Gleisi Hoffmann.

Rosinha ainda não assumiu a pré-candidatura, mas sua tendência, a Democracia Socialista, já está trabalhando em busca de apoio ao seu nome. Rosinha não tem disposição de lançar uma candidatura apenas para marcar posição e avisou que somente apresenta seu nome nas prévias do próximo ano se tiver sustentação de um grupo consistente. “A minha candidatura deve ser uma construção coletiva. Não pode ficar restrita a uma tendência. Tem que ser construída junto com toda a militância. Não sou eu sozinho que vou construir uma candidatura”, afirmou Rosinha.

A deputada federal Clair Martins e o ex-deputado Edésio Passos negam que estejam trabalhando por uma indicação. Os dois garantem que estão entre os apoiadores de Vanhoni. Mas também não renegam as discussões internas em que seus nomes estão sendo colocados.

“É cedo para falar em indicação. Precisamos verificar a evolução da conjuntura política. O candidato neste momento é o Vanhoni. Ele foi o vencedor das eleições e do ponto de vista político e moral deveria ser o candidato do partido”, comento Edésio.

Ao mesmo tempo, o ex-deputado afirma que o partido tem bons nomes para concorrer e que o seu é um deles. “Agora, o nosso candidato é o Vanhoni. Pode ser que daqui a seis meses, isso mude. Temos muitos nomes bons como o do Flávio Arns (senador) e o do Rosinha”, afirmou Edésio.

Para Vanhoni, o assunto ainda não comporta grandes debates internos, o que somente vai acontecer no início do próximo ano. “No PT, não existe nome natural. Temos deputados federais, estaduais e nomes que disputaram o Senado que tiveram expressivo desempenho eleitoral. É claro que tenho a pretensão de disputar a Prefeitura, mas acho que o partido não está mobilizado nessa discussão, que só vai tomar corpo no início do próximo ano. Se tiver mais de um nome, irá disputar as prévias.”

Sem comentários

Procurada pela reportagem de O Estado, Gleisi Hoffmann não quis comentar as especulações sobre uma possível candidatura à prefeitura.

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