Apesar de voltar a responsabilizar “agentes infiltrados” por jogar dois coquetéis molotov contra o consulado americano, na última sexta-feira, a direção do PSTU no Rio de Janeiro não informou que providência vai tomar para que o caso seja investigado.

Hoje, o partido convocou uma entrevista coletiva com a participação de nove dos seus 10 militantes presos após o protesto contra a visita do presidente dos EUA, Barack Obama. Todos os homens tiveram os cabelos raspados. No total, 13 pessoas foram presas depois da manifestação.

“Isso foi uma das maiores armações que já assistimos. Foi coisa de gente infiltrada. Aqui não tem marginal. Tem trabalhadores e estudantes”, afirmou o presidente do PSTU no Rio, Cyro Garcia, ressaltando que vai lutar para que o processo contra os militantes seja arquivado. Segundo ele, o partido vai entrar na Justiça para responsabilizar o Estado “por essa arbitrariedade”.

O dirigente do PSTU e seus advogados não souberam dizer quem seria o responsável pela infiltração. Para Antonio Modesto da Silveira, um dos advogados dos militantes, os coquetéis molotov foram lançados “por pessoas que foram muito bem pagas para realizar essa provocação”.