Brasília – O governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, cobrou coerência do PSDB na hora de lidar com o tema da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

continua após a publicidade

"Se nosso companheiro Geraldo Alckmim tivesse sido eleito presidente da República, essa discussão em torno da CPMF não estaria existindo", afirmou o governador nesta sexta-feira (23), durante o segundo e último dia do 3º Congresso Nacional do PSDB.

"É preciso reconhecer que nós criamos o imposto. Nós o mantivemos enquanto governo. Não fica bem para nosso perfil, para a nossa postura, adotar uma postura que é contraditória com a nossa trajetória", declarou Cunha Lima.

Questionado sobre as declarações do governador da Paraíba e as divisões no partido, o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso disse que esteve ontem com vários governadores, como Aécio Neves (Minas Gerais), José Serra (São Paulo), Teotônio Vilela (Alagoas) e Yeda Crusius (Rio Grande do Sul), e que, embora cada um tenha sua posição, a condução será dada pelos líderes do partido. "Os governadores sabem disso", afirmou.

continua após a publicidade

Nesta sexta-feira, senadores negaram sofrer pressão dos governadores do partido para aprovar a prorrogação da CPMF, que ainda será votada no plenário do Senado.